11/02/2008 - 16h13 - Atualizado em 11/02/2008 - 16h59
Informação é do porta-voz do grupo, Raúl Reyes, Guerrilha está presente também na Venezuela, no Equador, no Panamá e no Peru
Da Efe entre em contato
Carlos Duran/Reuters
População de Bogotá protesta contra as Farc (Foto: Carlos Duran/Reuters)
O porta-voz internacional das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, disse nesta segunda-feira (11) que a guerrilha está presente na fronteira do país com o Brasil.
Reyes, cujo verdadeiro nome é Luis Eduardo Devia, destacou que, além do Brasil, a guerrilha está presente também nas divisas da Colômbia com a Venezuela, o Equador, o Panamá e o Peru.
Desta forma, ele confirmou que "se ajustam à realidade" as recentes afirmações dos presidentes de Venezuela, Hugo Chávez, e Equador, Rafael Correa, sobre a presença de rebeldes nas fronteiras dos dois países com o estado colombiano.
"As declarações dos presidentes Chávez, da Venezuela, e Correa, do Equador, se ajustam à realidade da presença das Farc em toda a geografia colombiana", disse o rebelde em entrevista publicada pela "Agencia de Noticias Nueva Colombia" ("Anncol").
glbFO({src:"/FlashShow/0,,15997,00.swf",width:"600",height:"400",flashvars:"",wmode:"transparent"})
Fronteiras
Há poucos dias, o chefe de Estado venezuelano ressaltou que seu país, por boa parte do oeste, limita "não com o Estado colombiano, mas com as forças insurgentes" das Farc.
Na semana passada, foi a vez do presidente equatoriano retomar afirmações de seu ministro da Defesa, Wellington Sandoval, que destacou que o Equador "limita ao norte com as Farc".
Saiba mais
» Lula e Sarkozy debaterão situação de reféns das Farc
» Marido de Ingrid Betancourt diz que Farc só ouvem Chávez
» Senador Arthur Virgílio participa de protesto contra as Farc em Portugal
"Sabemos que são frases duras, mas são reais (...) A fronteira sul colombiana está desprotegida (...) pelas forças regulares colombianas", afirmou Correa.
Na mesma entrevista à "Anncol", Reyes ressaltou que a anunciada libertação de três ex-congressistas, através do presidente Chávez, avança "sem pressas nem interrupções".
"Quanto à entrega unilateral ao presidente Chávez e à senadora Piedad Córdoba dos três prisioneiros, avança sem pressas ou pausas", disse Reyes, que atua como chefe da chamada comissão internacional das Farc.
Entrega de reféns
Os rebeldes, em comunicado datado de 31 de janeiro, anunciaram que entregarão ao governo venezuelano os ex-parlamentares Gloria Polanco, Orlando Beltrán e Luis Eladio Pérez, que estão há sete anos em poder da guerrilha e fazem parte do grupo de 44 reféns que o grupo considera "passíveis de troca" por 500 guerrilheiros presos.
Juan Carlos Lecompte, marido da ex-candidata presidencial franco-colombiana seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt, acredita que um reencontro com sua esposa só será possível graças à mediação do presidente venezuelano, Hugo Chávez. O chefe de Estado seria, afirma Lecompte, "a única pessoa à qual a guerrilha ouve, admira e respeita".
URL:http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL294674-5602,00.html
Nenhum comentário:
Postar um comentário