terça-feira, 17 de julho de 2007
Ex Diretor da Rede Globo Comanda Imprensa e Comunicação do Governo
Minha pastinha implacável
"Lula ofereceu um cargo a Franklin Martins.
Se tudo se confirmar, Franklin Martins terá
o poder inédito em nossa história de fornecer
a notícia e de pagar por ela"
Lula ofereceu um cargo a Franklin Martins. Lembra dele? Eu tenho uma pastinha para cada um dos meus processos. A pastinha de Franklin Martins é uma das mais espessas, porque ele me processou duas vezes. Na semana passada, quando Lula o convidou para integrar o ministério, com a tarefa de cuidar da imprensa e da propaganda do governo, abri a pastinha e comecei a recapitular meu caso com ele.
O primeiro confronto ocorreu em 7 de dezembro de 2005. A data é importante. Àquela altura, já sabíamos que Lula conseguiria abafar as denúncias contra o governo. Para isso, ele podia contar com oposicionistas, magistrados, policiais, artistas, publicitários, banqueiros e doleiros. Ele podia contar também com a cumplicidade de um monte de jornalistas. Fiz uma coluna identificando aqueles que me pareciam ser os maiores acobertadores do lulismo na imprensa. Um deles era Franklin Martins, que defini como "José Dirceu até a morte".
Retomei o assunto algum tempo depois, em 19 de abril de 2006, em meio ao caso Francenildo. Franklin Martins era comentarista do Jornal Nacional. Mais ainda: ele era diretor da sucursal brasiliense da Rede Globo, responsável pela cobertura política da maior emissora do país. Na ocasião, acusei-o de promiscuidade com o poder, argumentando que seu irmão fora indicado diretamente por Lula para uma diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Em sua resposta, publicada na internet, Franklin Martins me acusou de ser um "difamador travestido de jornalista". Ele negou ter pedido votos aos senadores em favor de seu irmão. Negou também que sua mulher, Ivanisa Teitelroit, trabalhasse para o governo em cargo comissionado, outro ponto citado no meu artigo.
Mas Franklin Martins se estrepou. Eu tinha uma cópia do Boletim Administrativo do Pessoal, que ainda guardo em minha pastinha:
RESOLVE nomear, na forma do disposto no Inciso II do artigo 9º da Lei nº 8.112, de 1990, IVANISA MARIA TEITELROIT DE SOUZA MARTINS para exercer o cargo, em comissão, de Assistente Parlamentar, AP-1, do Quadro de Pessoal do Senado Federal, com lotação e exercício no Gabinete da Liderança do Governo.
O documento o desmentia integralmente. Em primeiro lugar, sua mulher foi contratada, em cargo comissionado, para o gabinete do líder do governo no Senado. Em segundo lugar, se Franklin Martins nunca tratou da ANP com os senadores, sua mulher tratou, porque naquele período ela já era assessora de Aloizio Mercadante. Alguns dias depois de ser nomeada assistente parlamentar, ela foi promovida a secretária parlamentar, com um ligeiro incremento salarial. Permaneceu no cargo durante a CPI dos Correios, ajudando Lula a enterrar a crise.
A Globo demitiu Franklin Martins. José Dirceu se declarou "estarrecido" e me chamou de "pistoleiro sem credibilidade". Franklin Martins ficou esquecido até a semana passada, quando Lula premiou sua lealdade oferecendo-lhe o cargo de ministro. Sua pasta poderá reunir a secretaria de imprensa e a Secom, que controla a verba de propaganda do governo. Até hoje, as duas áreas sempre foram prudentemente separadas. Se tudo se confirmar, Franklin Martins terá o poder inédito em nossa história de fornecer a notícia e de pagar por ela. Isso dá uma idéia do grau de verdade, de confiabilidade e de rigor moral que Lula pretende conferir ao segundo mandato. Agora já posso fechar minha pastinha.
FONTE: http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/210307/mainardi.shtml
TUTORIAL: Como Detectar Spams
Como interpretar o cabeçalho de um spam
Após perceber que recebeu mais um spam, depois de vários minutos
conectado e à espera das mensagens, você se pergunta o que poderia fazer
para combater essa praga, constante invasora das caixas postais do
usuário de Internet. A primeira providência é observar os cabeçalhos (headers)
da mensagem de correio eletrônico. A partir deles é possível determinar,
com precisão e de maneira quase imune a fraudes, de "onde" (isto é, de
que máquina) partiu o spam e, a partir daí, fazer a queixa ao provedor
responsável. Assim, neste breve tutorial, procurarei explicar-lhes como
interpretar as informações dos cabeçalhos e, de posse delas, a quem
fazer as reclamações pertinentes.
Interpretação do cabeçalho
Para tornar a explicação o mais próximo possível da realidade,
utilizaremos exemplos reais de cabeçalhos de spam. Todo programa de
correio eletrônico permite enxergá-los. Não pretendemos, por motivo de
espaço e por brevidade, expor detalhadamente como fazer isso, uma vez
que existem muitos e diferentes softwares de correio no mercado.
Recomendamos, nesse caso, uma consulta ao seu manual de instruções.
Comecemos pela análise do cabeçalho de um spam comum, desses tão
freqüentemente encontrados no dia-a-dia. O endereço de destino foi
editado para preservar a identidade do receptor da mensagem. As demais
partes mantêm-se verdadeiras. Observe:
| Return-path: <innjkiigeinformacoes@mentiras.com> Received: from mentiras.com (1-114.mganm700-2.telepar.net.br [200.181.210.114]) by mail-server.xyz.com.br; Wed, 08 Oct 2003 12:22:42 -0300 From: "mentiras" <innjkiigeinformacoes@mentiras.com> To: <xyz@xyz.com.br> Subject: Detector de mentiras Sender: "mentiras" <innjkiigeinformacoes@mentiras.com> Mime-Version: 1.0 Content-Type: text/html; charset="ISO-8859-1" Date: Wed, 8 Oct 2003 12:28:13 -0300 Content-Transfer-Encoding: 8bit |
Em todo cabeçalho de e-mail existem linhas que se originam do programa
de correio eletrônico (por sinal, a maior parte delas) e linhas que são
adicionadas pelos servidores de correio eletrônico que manuseiam sua
mensagem a cada passada pelo caminho. Aqui é interessante fazermos um
pequeno desvio para falar do processo de manipulação dos e-mails pelos
servidores na Internet.
Aparentemente, quando um internauta envia sua mensagem para o
destinatário, ela parece ir de uma caixa-postal a outra "magicamente".
Não é o que acontece. Cada e-mail passa por pelo menos um servidor de
correio eletrônico: o do provedor onde está a conta do receptor da
mensagem. Assim acontece nos casos em que o usuário envia a mensagem
diretamente a partir de seu micro pessoal para o servidor de correio do
destinatário ― técnica, por sinal, utilizada pelos spammers, como
veremos mais adiante.
Existem provedores que não permitem ao usuário o envio direto de
correio; as mensagens têm de passar primeiro para o servidor de correio
do provedor que se encarrega de contatar os outros servidores e de fazer
a mensagem. Fazendo uma comparação com um sistema de correio em papel,
no primeiro caso, o escritor da mensagem a entrega diretamente na caixa
postal do destino, e no outro caso entrega o envelope em uma agência dos
Correios, que se encarrega do envio da mensagem.
Para envio das mensagens, os clientes de correio e os servidores
utilizam-se de um método padronizado de comunicação, um protocolo,
chamado SMTP. Portanto, os servidores de correio eletrônico são também
chamados de servidores SMTP.
Assim, seu correio eletrônico passa, no mínimo, por um servidor SMTP,
aquele onde está a caixa postal eletrônica do destinatário. Se você
assina um provedor, pode ser que tenha de usar o servidor SMTP dele para
o envio da sua mensagem. E, se você estiver dentro de uma empresa, os
mecanismos de segurança utilizados podem exigir que você utilize um
servidor SMTP dentro da sua empresa, que por sua vez se comunique com
outro do seu provedor, e assim sucessivamente. Em outras palavras, sua
carta passa sempre por uma ou mais agências dos Correios.
Embora existam diferentes elementos dos cabeçalhos definidos pelas
normas que regulam o protocolo SMTP, deteremos nossa atenção
especificamente sobre o header "Received", que é acrescentado pelos
servidores SMTP a cada passo da sua mensagem. Esse header, inserido na
mensagem automaticamente em cada servidor pelo qual ela transita, é
muito difícil, senão impossível, de fraudar. Sempre haverá pelo menos um
header Received em qualquer mensagem de correio eletrônico.
O trecho dos cabeçalhos que nos será útil para a denúncia do spam é a
primeira diretiva Received colocada por algum servidor de correio do
nosso provedor, onde está a nossa caixa postal, pois contém o endereço
do último servidor que manuseou a mensagem antes de ela ser entregue
(este, aliás, geralmente identifica o provedor ou empresa da qual se
originou o spam).
Observando o exemplo anterior, lá encontramos:
| Received: from mentiras.com (1-114.mganm700-2.telepar.net.br [200.181.210.114]) by mail-server.xyz.com.br; Wed, 08 Oct 2003 12:22:42 -0300 |
Façamos, ponto a ponto, uma avaliação do "Received" dessa mensagem. De
um modo geral, a forma do cabeçalho é
| Received: from <nome do computador de origem> (nome verdadeiro do computador [endereço ip]) by <servidor de correio do destino> (versão do "software" de correio) with ESMTP id <número de identificação da mensagem> <data e hora> for <efetivo endereço do destinatário> |
O que significam essas informações?
Todo computador, quando inicia uma conversação SMTP com outro,
apresenta-se e diz seu nome, verdadeiro ou fictício, usando a diretiva
smtp HELO (traduzindo literalmente, "hello", olá). No entanto, os
servidores SMTP de hoje, sabendo o endereço IP (isto é, número que
identifica a máquina na Internet), conseguem, quando é possível,
descobrir o verdadeiro nome da máquina. No exemplo, 1-114.mganm700-2.telepar.net.br.
Esse endereço IP é o que aparece logo depois do verdadeiro nome. Nem
sempre este é identificado; nesse caso, só aparece o endereço IP. Assim,
é preciso usar um recurso chamado Whois para identificar a quem pertence
esse endereço IP e portanto o destinatário da reclamação (mais a
respeito disso na próxima seção, "Como (e a quem) reclamar").
A seguir, o servidor de correio coloca o seu próprio (e verdadeiro)
nome; alguns inserem a versão do "software" de correio que está usando (Sendmail,
por exemplo, é um dos mais usados); em alguns casos coloca um número de
identificação da mensagem (a chamada ESMTP id) que é usado para seu
controle interno e seus "logs"; e a data e a hora de recepção da
mensagem. É preciso observar que a hora é a local do servidor receptor
da mensagem, que pode nem estar no Brasil, mas em um fuso horário
completamente diferente.
Em muitos cabeçalhos aparece também o endereço de correio eletrônico do
destinatário real da mensagem, depois da diretiva "for" (para). É a ele,
e nem sempre ao receptor cujo endereço aparece no cabeçalho "To:", que o
servidor SMTP entrega a mensagem. Em conseqüência disso não se pode
confiar no "To:" para se saber com certeza o destino da mensagem. Quando
não está presente essa diretiva "for", presume-se que o destinatário da
mensagem é a pessoa que a recebeu em sua caixa-postal.
Interpretando o cabeçalho do exemplo, a mensagem foi recebida de um
computador que se apresenta como mentiras.com, mas tem como seu
verdadeiro nome 1-114.mganm700-2.telepar.net.br e como endereço IP o
200.181.210.114.
Quando existem dois ou mais servidores envolvidos no processo de
entrega, os "headers" Received aparecem numa ordem lógica, ou seja, cada
servidor acrescenta um Received em cima do último encontrado na
mensagem. Vejamos este exemplo:
| Received: from mailgate.immense-isp.com (mailgate.immense-isp.com [121.214.11.102]) by mailhost3.immense-isp.com (8.8.5/8.7.2) with ESMTP id LAA30141 for <tmh@immense-isp.com> Tue, 18 Mar 1997 14:41:08 -0800 (PST) Received: from firewall.immense-isp.com (firewall.immense-isp.com [121.214.13.129]) by mailgate.immense-isp.com (8.8.5/8.7.2) with ESMTP id LAA20869 for <tmh@immense-isp.com> Tue, 18 Mar 1997 14:40:11 -0800 (PST) Received: from firewall.bieberdorf.edu (firewall.bieberdorf.edu [124.211.4.13]) by firewall.immense-isp.com (8.8.3/8.7.1) with ESMTP id LAA28874 for <tmh@immense-isp.com> Tue, 18 Mar 1997 14:39:34 -0800 (PST) Received: from mail.bieberdorf.edu (mail.bieberdorf.edu [124.211.3.78]) by firewall.bieberdorf.edu (8.8.5) with ESMTP id LAA61271; Tue, 18 Mar 1997 14:39:08 -0800 (PST) Received: from alpha.bieberdorf.edu (alpha.bieberdorf.edu [124.211.3.11]) by mail.bieberdorf.edu (8.8.5) id 004A21; Tue, Mar 18 1997 14:36:17 -0800 (PST) From: rth@bieberdorf.edu (R.T. Hood) |
A mensagem de correio em questão foi escrita localmente em um computador
chamado alpha.bieberdorf.edu (cujo endereço IP é 124.211.3.78) e depois
entregue a um servidor de correio funcionando na mesma rede (mail.bieberdorf.edu).
Como a rede da Universidade Bieberdorf possui um "firewall", ou seja, um
equipamento de proteção entre a sua rede e a Internet, seria preciso
atravessá-lo para prosseguir no envio da mensagem. Como pode ser isso?
Por meio de um servidor SMTP no próprio "firewall". O provedor do
usuário receptor da mensagem, chamado immense-isp.com, também utiliza um
desses computadores de segurança para se resguardar de ataques vindos da
Internet. Assim, este utiliza um servidor SMTP dentro do "firewall", que
recebe a mensagem e a encaminha para o servidor de correio interno da
empresa (mailgate.immense-isp.com), e este a deposita na conta do
usuário.
Observe a ordem dos "headers": descendente de data e de hora de chegada,
e na exata seqüência dos servidores que manipularam a mensagem. Daí
decorre a quase impossibilidade da fraude dos cabeçalhos Received. Outro
fato que denuncia uma tentativa de ocultar a origem da mensagem é a
presença de um header Received deslocado, ou seja, fora do conjunto dos
demais (quando existe mais de um, eles estão juntos).
Chamo a sua atenção, prezado leitor, para o exemplo a seguir:
| Received: from unwilling.intermediary.com (unwilling.intermediary.com [98.134.11.32]) by mail.bieberdorf.edu (8.8.5) id 004B32 for <rth@bieberdorf.edu> Wed, Jul 30 1997 16:39:50 -0800 (PST) Received: from turmeric.com ([104.128.23.115]) by unwilling.intermediary.com (8.6.5/8.5.8) with SMTP id LAA12741; Wed, Jul 30 1997 19:36:28 -0500 (EST) From: Anonymous Spammer <junkmail@turmeric.com> To: (recipient list suppressed) Message-Id: <w45qxz23-34ls5@unwilling.intermediary.com> X-Mailer: Massive Annoyance Subject: WANT TO MAKE ALOT OF MONEY??? |
Em geral, nos cabeçalhos Received, observa-se que os servidores de
"e-mail" pertencem ao mesmo domínio (definindo em um sentido amplo, é a
designação pela qual se conhece, na Internet, uma determinada rede) da
conta de correio eletrônico do remetente e do destinatário. No entanto,
o exemplo mostra um terceiro servidor, que não faz parte da rede do
domínio de origem e nem do de destino.
Esse é mais um exemplo de servidor SMTP que permite "relay" aberto de
mensagens ("open-relay"). Servidores "open-relay" não verificam, como
deveriam, se (a) o destinatário da mensagem está dentro do domínio para
o qual prestam serviços, e/ou (b) o remetente da mensagem pertence a
esse domínio. Eles permitem o envio não-autorizado de correio eletrônico
para qualquer domínio. Embora as boas práticas de administração de
servidores de correio tendam a fazer diminuir o número de servidores "open-relay",
ainda existem muitos deles em operação, para alegria dos spammers, que
os utlizam na tentativa de mascarar a efetiva origem do lixo eletrônico.
Examinemos, para concluir, este exemplo de cabeçalho:
| Received: from mail.bieberdorf.edu (mail.bieberdorf.edu [124.211.3.78]) by mailhost.immense-isp.com (8.8.5/8.7.2) with ESMTP id LAA20869 for ; Tue, 18 Mar 1997 14:39:24 -0800 (PST) Received: from alpha.bieberdorf.edu (alpha.bieberdorf.edu [10.11.3.11]) by mail.bieberdorf.edu (8.8.5) id 004A21; Tue, Mar 18 1997 14:36:17 -0800 (PST) |
Aqui observamos, no primeiro Received, que o endereço IP da máquina
alpha.bieberdorf.edu é 10.11.3.11. Pode acontecer que a rede da
Universidade Bieberdorf utilize endereços especiais, ditos reservados,
que só podem ser usados na estrutura interna, como os iniciados por 10.
As seguintes faixas de IPs são reservadas e os "headers" que possuem IPs
dessas faixas podem ser desconsiderados: 10.0.0.0 - 10.255.255.255;
172.16.0.0 - 172.31.255.255; e 192.168.0.0 - 192.168.255.255. Assim,
considere na análise o próximo cabeçalho Received que contiver um IP
válido (não contido nas classes anteriores).
Pode acontecer também, mas é bastante raro em caso de spam, que a
mensagem contenha um header Received indicando como origem da mensagem
um equipamento chamado localhost (ou localhost.localdomain) e endereço
IP 127.0.0.1. Esse fato é mais freqüente em sistemas de webmail, onde um
programa capta a mensagem digitada pelo usuário e a entrega a um
servidor SMTP no próprio computador onde o webmail roda (em outras
palavras, na prática a mensagem apenas "mudou de mãos", mas não de
computador!). A seguir, o servidor SMTP em tal máquina entrega a
mensagem ele próprio ao sistema de SMTP de destino ou a outro
equipamento preparado para essa tarefa. Também não é necessário
considerar esses Received na análise.
Finalmente, quando um único header Received é encontrado na mensagem ―
lá colocado pelo provedor que hospeda a caixa-postal de destino do
correio ― o spammer não utilizou o servidor SMTP do provedor em que se
conecta, e nem mesmo um "open-relay" para isso, mas enviou-o diretamente
de sua máquina conectada na Internet. Para isso, o spammer instala em
seu próprio micro um mini-servidor SMTP, cuja função é fazer a entrega
direta do spam. Essa prática generalizou-se a partir da disponibilidade,
no Brasil, de serviços de conexão à Internet pela chamada banda larga
(por meio de ADSL, como Speedy, através de cabo, como Virtua e Net, e
por meio de telefonia sem fio, como o Giro da Vésper). Aqui um exemplo
de cabeçalho típico dessa prática:
| Received: from 200-158-152-45.dsl.telesp.net.br ([200.158.152.45] helo=HOTMAIL.COM.BR) by mx.xxx.com.br with smtp (Exim 4.22) id 1A7yqZ-000882-2y for xxx@xxx.com.br; Fri, 10 Oct 2003 12:06:27 -0300 |
Marlon Borba é diretor de suporte técnico do TRF da 3a. Região.
Autodidata, trabalha desde 1996 com administração de redes locais,
segurança da informação e Internet.
FONTE:
http://www.infoguerra.com.br/infonews/viewnews.cgi?newsid1067911200,2079,
Arnaldo Jabor Censurado
"A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lulla' até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa e de expressão, configurando- se, portanto, um ato de censura."
Em outro trecho:
"Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos pelo presidente Lula como desafetos e, por isso, passíveis de retaliação à medida que se apresentem as oportunidades! "
Não deixem de ler, reler, passem adiante!!!!! !
"A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE" ( ARNALDO JABOR )
O que foi que nos aconteceu?
No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, "explicáveis" demais. Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas. Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira.
Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a supressão, a proibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada.
Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos. Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações.
Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se Vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz. Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de "povo", consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações "falsas", sua condição de cúmplice e comandante em "vítima". E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso?
Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF. Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.
Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito....
Está havendo uma desmoralização do pensamento Deprimo-me: " Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?". A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo . A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais aos fatos! Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.
No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política. Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da República. São verdades cristalinas, com sol a Pino. E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de "gafe". Lulo- petistas clamam: "Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos?". Sempre que a verdade eclode, reagem. Quando um juiz condena rápido, é chamado de "exibicionista" . Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de "finesse" do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...
Mas agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma novi-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o populismo e o simplismo. Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em "a favor" do povo e "contra", recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual.
Teremos o "sim" e o "não", teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois. Alguns otimistas dizem:
"Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de verdades!".
(Arnaldo Jabor)
Os riscos da espionagem
Em todo o mundo, sobram casos de agentes camuflados com desfechos trágicos. Agora, a Itália muda a tática
Ao tempo da Guerra Fria, fazia parte do cotidiano dos serviços secretos infiltrar 007 no bloco adversário, comprar conhecimentos e desinformar os agentes duplos. Nem sempre essas operações davam certo.
Certa vez, Oren Riff, graduado do serviço secreto de Israel (Mossad), convenceu o palestino Mohammed Moukharbel a fazer jogo duplo, um deles de agente infiltrado a soldo do Mossad. Moukharbel era da organização terrorista Setembro Negro, braço armado da Al-Fatah e executora do assassinato de 11 atletas judeus, participantes dos Jogos Olímpicos de Munique (1972).
Confira na edição impressa:A Casa da MorteUm caso de assassinato e ocultação de corpos, no México, trouxe pistas que revelam um esquema de conivência e encobrimento que vai até a Casa Branca
Moukharbel informava a respeito de Ilich Ramirez Sanchez, venezuelano de nascimento e conhecido como Carlos, the Jackal (o Chacal). À época, Carlos, o Chacal, era o terrorista mais procurado e famoso do planeta. Gozava de proteção do serviço secreto da Alemanha Oriental e se tornara, sem falar árabe, gestor das organizações palestinas que atuavam clandestinamente na Europa. Carlos era o Bin Laden daquele tempo, ou seja, o principal terrorista multinacional.
Walter Laqueur, um conhecido especialista sobre o fenômeno do terrorismo internacional, traçou um perfil de Carlos, o Chacal. Para ele, Carlos era um agente infiltrado “psicopata” e de vida boêmia: “A Carlos dava prazer matar pessoas e, quando foi processado em Paris, no ano de 1997 e depois de ser extraditado do Sudão, não demonstrou remorso pelos assassinatos (segundo Carlos, mais de 80). Como a maior parte dos psicopatas, não tinha medo de nada e nunca admitiu ter cometido enganos. Gabava-se de jamais ter matado uma mulher, porque isso não era digno do tipo de macho revolucionário latino-americano, que encarnava”.
No início de junho de 1974, Moukharbel foi convidado para um encontro secreto com o Chacal, em Paris. De pronto, avisou o Mossad. Na véspera do encontro marcado para 10 de junho de 1974, o Mossad participou ao serviço secreto francês, omitindo a presença de Chacal, o encontro do agente infiltrado com um poderoso traficantes de armas. Três 007 franceses foram designados para acompanhar Moukharbel e prender o traficante.
Acompanhado dos três agentes franceses, Moukharbel dirigiu-se ao local do encontro, um apartamento com entrada única, à rua Toullier, em Paris.
Ao toque da campainha, o próprio terrorista Carlos abriu a porta, com uma guitarra presa ao pescoço. Percebeu a traição por Moukharbel estar acompanhado. Com cara de vencido e conformado, Carlos, o Chacal, com naturalidade, colocou a guitarra no sofá e apanhou o seu paletó. Debaixo dele havia uma destravada e carregada metralhadora calibre 38. Moukharbel foi o último a ser alvejado, pois Carlos sabia que ele só andava desarmado: recebeu três balaços na cabeça.
Uma hora depois, Oren Riff embarcou num avião da El-Al, com destino a Tel-Aviv. Na bagagem, portava uma certeza: tivesse contado sobre Carlos à inteligência francesa, o resultado seria outro.
Pós-queda do Muro de Berlim e com Chacal preso na França em 1994, houve a escalada de dois outros fenômenos sociais: a criminalidade organizada sem fronteiras e o terrorismo fundamentalista. Diante disso, a infiltração de policiais, de agentes de inteligência e de delinqüentes contratados pelas forças de ordem, transformou-se em usual instrumento de contraste e prevenção. Só que o crime também se infiltrou no Estado: o ex-czar antidrogas do México, general Gutiérrez Rebollo, acabou cooptado pelo Cartel de Tijuana. Rebollo participou de reuniões estratégicas no escritório do czar antidrogas da Casa Branca, durante o governo Bill Clinton, e na agência contra as drogas e o crime da ONU, em Viena.
Rebollo foi mostrado de maneira disfarçada no cinema em Traffic. O filme, premiadíssimo, mostrou os cartéis mexicanos em ação e o seu poder corruptor. Um sósia de Rebollo foi colocado como ator.
Para evitar ações indenizatórias, uma vez que Rebollo não tinha sido definitivamente julgado, o personagem do filme morre. Na vida real, Rebollo está vivo. No processo criminal, admitiu ter recebido dinheiro do narcotráfico, pois necessitava manter a tradição de “machão latino-americano”: declarou manter cinco amantes, com muitas jóias, dólares e boa vida.
Nos estados democráticos de direito, a infiltração é prevista em lei, exige autorização judicial, agentes treinados e fiscalização do Ministério Público. No Brasil, a lei admite infiltração pelas polícias e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Com o passar do tempo e em face de crimes hediondos, nasceu na Itália, para repressão às máfias, uma radical mudança no instituto da infiltração. Assim, tornou-se possível evitar que o agente sob cobertura legal continuasse a desenvolver ações tecnicamente lícitas, mas eticamente repulsivas. Igual procedimento não foi adotado pelas agências norte-americanas, em especial aquelas dedicadas à falaciosa e oportunista War on Drugs.
Para evitar que o agente infiltrado cometa ilícitos penais e, depois, invoque uma causa legal excludente de ilicitude (como estado de necessidade ou estrito cumprimento do dever), a solução italiana focou na economia movimentada pelas máfias e cartéis: 400 bilhões de dólares anuais, pelo sistema bancário internacional.
Com efeito, o agente não mais ingressa na associação criminosa. Ele se traveste de corretor autônomo, especializado em lavagem de dinheiro e reciclagem de capitais. E, como até as portas de ingresso dos bancos sabem, lavar dinheiro é uma necessidade das máfias.
No Brasil, suspeita-se que uma infiltração ilegal levou ao chamado Massacre da Rodovia Castelinho, em 2002: membros da criminalidade organizada (o Primeiro Comando da Capital, o PCC) foram induzidos a se deslocar de ônibus até um inventado assalto. Em um pedágio da rodovia, foram atacados por policiais. Só contavam com armas que estavam no ônibus e não funcionavam. As armas quebradas foram requisitadas pela polícia e saíram de um depósito do Poder Judiciário.
Instalou-se um inquérito, com o então secretário de Segurança Pública Saulo de Castro como investigado, que acabou arquivado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (23 votos a 1).
No universo das trapalhadas, a infiltração de agentes policiais é imbatível. Por exemplo, dois policiais militares paulistas, sem preparo, foram executados pelo PCC. Eles foram delatados por seus próprios hábitos. Vestiam sempre meias de cor marrom, hábito de todo policial militar, usavam o termo “elemento” e repetiam a cada frase a palavra “positivo”.
Em Berna, dia 18 de fevereiro de 1998, cinco agentes do Mossad atuando como infiltrados numa organização secreta iraniana começaram a instalar, de madrugada, equipamentos de escuta num prédio. Uma velhinha insone, moradora no último andar, suspeitou e chamou a polícia. Resultado: cinco agentes infiltrados presos e a diplomacia em ação para soltá-los e abafar o caso.
FONTE: Carta Capitalhttp://www.cartacapital.com.br/edicoes/2007/01/426/os-riscos-da-espionagem
A Fórmula Sagrada da Coca-Cola
QUANDO RESOLVI escrever uma história geral da Coca-Cola, não tinha idéia de que descobriria a fórmula original, e ainda menos no ventre da própria companhia. Afinal de contas, tratava-se do segredo mais bem guardado do mundo, um segredo que a companhia se recusara a revelar a despeito de duas ordens judiciais. Em 1977, a companhia preferiu deixar a Índia a entregar a fórmula secreta a um insistente governo. Ainda assim, parece que consegui o impossível. Certo dia, Phil Mooney, o arquivista, trouxe-me uma pasta com papéis amarelados e dilacerados, que haviam sido cuidadosamente restaurados e postos entre lâminas de plástico. Explicou-me que eles constituíam os restos do livro de fórmulas de John Pemberton, doados à companhia na década de 1940.
Eu já conhecia a história desse livro. Quando rapaz, John P. Tumer viajara de sua cidade natal, Columbus, Geórgia, para trabalhar como aprendiz de John Pemberton nos últimos anos de vida deste último. Após a morte de Pemberton, Tumer levou o livro em sua volta para Columbus, onde trabalhou como farmacêutico durante muitos anos. Em 1943, o filho de Tumcr mostrou o livro a um membro da diretoria da Coca-Cola, abrindo-o na página que continha a fórmula. O diretor em causa convenceu o herdeiro de Tumer a entregar-lhe o livro. ''Deus do Céu!" exclamou Harrison, o presidente da diretoria, ao ver a fórmula. ''Onde foi que você conseguiu isso?" E essa foi a última vez em que alguém botou os olhos na fórmula.
A pasta que recebi dos arquivos da Coca-Cola dizia que este era "o livro de descrições e fórmulas pertencentes ao Dr. I. S. Pemberton, ao tempo em que era farmacêutico em Columbus", mas isso quase com certeza é incorreto, uma vez que uma das receitas, para uma cola de aipo, inclui pelo nome a Coca-Cola como ingrediente, o que a coloca sem dúvida nenhuma em 1888, uma vez que era a bebida em que Pemberton trabalhava quando de sua morte. O coração batendo em disparada, folheei com todo cuidado as páginas preservadas, embora, claro, pensasse que a companhia escondera um item crucial em algum lugar. Por isso mesmo, fiquei atônito ao descobrir o que parecia ser uma receita de Coca-Cola, sem nome, exceto por um ''X" no alto da página:
Citrato de Cafeína 1 onça (28,350g)
Ext. de Baunilha 1 onça
Saborizante 2 112 onças
F.E. Coco 4 onças
Ácido cítrico 3 onças
Suco de Lima 1 quarto
Açúcar 30 libras-peso
Água 2 1/2 galões (3,785 litros)
Caramelo o suficiente
Misture o Ácido de Cafeína e Suco de Lima em 1 quarto de água fervente e acrescente baunilha e saborizante quando frio. Saborizante:
óleo de Laranja 80
óleo de Limão 120
óleo de Noz-Moscada 40
óleo de Canela 40
óleo de Coentro 20
Nerol 40
Álcool 1 Quarto
deixe descansar 24h A seção 'saborizante" é obviamente a parte 7X da fórmula, embora haja apenas seis ingredientes (a menos que se conte o álcool como o sétimo). Talvez ele tenha adicionado mais tarde baunilha à seção saborizante como sétimo ingrediente. 'F.E. Coco' significa fluid extract of coca (extrato fluido de coca), e nozes de cola não são mencionadas, mas apenas 'Citrato de Cafeína". Pemberton, quase com certeza, recebia a cafeína da Merck, de Darmstadt, Alemanha, porque elogiava essa firma como produtora de uma forma superior de estimulante, extraído de nozes de cola.
Tirei fotocópia do documento, mas simplesmente não consegui acreditar que alguém na companhia me entregasse a fórmula original. Com certeza, devia ser apenas uma precursora do produto autêntico. Mas em seguida tive confirmação inesperada de que descobrira, por acaso, algo muito mais valioso do que pensava. Ao entrevistar Mladin Zarubica, o Observador Técnico que produzira a "Coke branca'' para o general Zhukov, disse-lhe que tinha a fórmula. '; Oh, tem mesmo?" disse ele. '''Eu também. A companhia me deu uma cópia quando tive que tirar a cor para Zhukov. Quer vê-Ia?" Eu queria, realmente. Ao chegar a fotocópia de sua correspondência, datada de 4 de janeiro de 1947, ela continha exatamente a mesma fórmula que eu encontrara nos arquivos - mesmos volumes, mesmo formato, até mesmo o erro de grafia em 'F.E. Coco.' Notei uma única diferença: a fórmula de Zarubica era incompleta, deixando de fora os dois ingredientes finais da 7X d (coentro e nerol). Parecia que a companhia não quisera liberar a fórmula completa e tomara a precaução de alterá-la dessa maneira.
Fiquei estarrecido. Eu não só entrara de posse da fórmula original de Pemberton, guardada nas entranhas da própria companhia, mas ela aparentemente sobrevivera sem mudança durante pelo menos 60 anos, após o inventor a ter escrito naquele papel ora restaurado. Mas isso era um autêntico mistério. Contradizia a declaração de Howard Candlcr de que seu pai, Asa, mudara substancialmente a maneira de fabricação da Coca-Cola. E por que a fórmula de Zaiubica não mencionava folha descocainizada de coca ou o fato de a companhia não usar mais ácido cítrico, mas fosfórico? Ou que o volume de cafeína fora reduzido? E essas não eram as únicas mudanças introduzidas na fórmula. O velho Asa aparentemente andara também mexendo na 7X Ao longo dos anos, mudara também o volume e tipo do adoçante.
Parece que mesmo quando os ingredientes e proporções originais são revelados, persiste a mística em torno da fórmula. Minha conclusão final: a companhia, na verdade, não deu a Mladin Zarubica, em 1947, a fórmula em uso corrente - e nem mesmo tinha versão parcial da mesma. Em vez disso, Zarubica recebeu uma versão truncada da fórmula original, o suficiente para que seu químico descobrisse como tornar branca a Coke marrom. Permanece o mistério de por que a companhia me entregou a fórmula existente em seus próprios arquivos. Só posso supor que havia outra receita da Coca-Cola claramente rotulada no livro de Tumer, que foi escondida, mas ninguém examinou com atenção o resto da fórmula, e a variedade ‘X' passou despercebida.
Em seu livro de 1983, Big Secrets, Williain Poundstone dá sua versão da fórmula, e que é um palpite razoavelmente acurado da mistura corrente. Em um galão entram:
Açúcar: 2.400g em água suficiente para dissolver:
Caramelo: 37g
Cafeína: 3,lg
Ácido Fosfórico: 11g
Folha descocainizada de coca: 1,1g
Nozes de cola: 0,37g Embeba a folha de coca e nozes de cola em 22g de álcool a 20%, coe e acrescente líquido ao xarope.
Suco de lima: 30g
Glicerina: 19g
Extrato de baunilha: 1,Sg Saborizante 7X:
óleo de laranja: 0,47g
óleo de limão: 0,88g
óleo de noz-moscada: 0,07g
óleo de canela (canela chinesa): 0,20g
óleo de coentro: traços
Nerol: traços
óleo de lima: 0,27g
Misture em 4,9g de álcool a 95%, adicione 2,7g de água, deixe descansar por 24 horas a 60 graus F.[162C]. Uma camada turva se separará. Retire a parte clara do líquido e acrescente ao xarope.
Acrescente água suficiente para fazer 1 galão de xarope. Misture uma onça de xarope com água gaseificada para obter um copo de 6,5 onças.
Poundstone e várias outras fontes alegam que o óleo de alfazema pode também fazer parte da fórmula, e uma jovem especialista do departamento técnico, com quem andei certa vez num elevador, concordou comigo. Ela acabara de voltar de Grasse, onde durante séculos especialistas franceses extraíram várias essências de óleo - incluindo nerol (tirado de uma variedade de flores de laranjeira) e alfazema.
Embora a fórmula contida no Big Secrets possa aproximar-se muito, ela não confere com o depoimento feito sob juramento pelo Dr. Anton Amon, químico da Coca-Cola, em um recente caso judicial. Segundo ele, são necessárias 13,2 gramas de ácido fosfórico para fazer um galão de xarope, e não 11, e 1,86 grama de extrato de baunilha, e não 1,5g. Disse Anton que a companhia acrescenta 91,99 gramas de "um caramelo comercial de estabilidade forte", ou muito mais do que as 37 gramas de Poundstone. Não obstante, os ingredientes da fórmula são provavelmente exatos.
A começar com Asa Candler, ninguém na companhia se referia aos ingredientes pelo nome. Em vez disso, o açúcar era a Mercadoria #1; caramelo, Mercadoria #2; cafeína, Mercadoria #3; ácido fosfórico, Mercadoria #4; folha de coca e extrato de noz de cola, Mercadoria #5; mistura saborizante 7X, Mercadoria #7; baunilha, Mercadoria #8. Essa nomenclatura pegou, embora desde a era Candier os números 6 e 9 - talvez suco de lima e glicerina - tenham desaparecido, provavelmente absorvidos na 7X ou em algum outro ingrediente.
Estudei demoradamente os efeitos da folha de coca e da cola no corpo principal do texto. À parte isso, são na verdade fascinantes, ainda que inconclusivas, as histórias populares que cercam os demais ingredientes, considerando os volumes diminutos de cada um deles e a veracidade duvidosa de fontes antigas. A cássia, por exemplo, foi usada como cura para artrite, câncer, diabetes, tonteira, gota, dor de cabeça e dor de estômago. A noz-moscada combatia a infecção durante a Peste Negra, serviu como psicotrópico e narcótico, e é receitada na índia para disenteria, gases, lepra, reumatismo, ciática e dor de estômago. A baunilha é usada variadamente como afrodisíaco, estimulante ou anti-espasmódico, cura histeria, impede o aparecimento de cáries e reduz gases. E o mesmo se aplica aos demais ingredientes.
* * *
Uma vez que a fórmula secreta gerou volumes espantosos de dinheiro, não me surpreendeu que ninguém na companhia quisesse falar sobre ela. Tendo recebido permissão para entrevistar praticamente todo mundo na empresa, negaram-me, contudo, acesso a Mauricio Gianturco, chefe da divisão técnica. No fim, deixaram-me entrevistar Harry Waldrop, um ‘psicometrista graduado' (não é brincadeira, é esse mesmo o título dele) que, até cinco anos passados, em membro do corpo de elite de provedores de sabor que faz amostragens de partidas da Coca-Cola Classic.
Os membros do grupo conhecem a 7X tanto pelo cheiro quanto pelo gosto e podem discemir diferenças mínimas ocasionadas por envelhecimento. Da mesma maneira que alguns provedores de vinho podem provar um 1945 Mouton-Rothschild e diferenciá-lo de outro da safra de 1946, Waldrop pode identificar uma partida de xarope de Coke de dois meses de idade. ''Todos nós conhecemos o sabor e o aroma do material autêntico", diz Waldrop, "mas é difícil dizer isso em palavras. Só quando estão fora do padrão é que tentamos descrevê-los.'' Os membros do grupo podem se subdividir em pequenos grupos, por exemplo, para discutir um gostinho ligeiramente amargo que refugam. Embora todos os ingredientes sejam cuidadosamente medidos e submetidos a teste por cromatografia de gás e outros aparelhos científicos de aferição, Waldrop não acredita que o computador possa substituir o ser humano. "Um nariz eletrônico não poderia captar as sutilezas, a parte hedonística", garantiu-me ele.
Embora cientistas possam provavelmente identificar os diferentes ingredientes da Coca-Cola, e até mesmo estimar seus volumes aproximados, não podem, segundo funcionários da companhia, duplicar a mistura exata. Incrível como possa parecer, apenas duas pessoas em atividade na companhia supostamente sabem como misturar o 7X. Isso faz com que elas viajem constantemente de avião a Cidra, Porto Rico, e Drogheda, Irlanda, para reabastecer o suprimento dessas duas enormes fábricas de concentrado, que fornecem os tijolos para a maioria da Coke consumida no mundo. Há ainda no mundo outras fábricas menores de concentrado. Ninguém, claro, gostaria de falar sobre essas questões de logística.
A despeito de todo o mistério e paranóia acumulados em torno da fórmula famosa, certo dia um porta-voz da companhia baixou a guarda quando perguntei o que aconteceria se eu publicasse neste livro a fórmula autêntica, com instruções detalhadas. Ele sorriu largamente. "Mark", disse, "digamos que este é o seu dia de sorte. Acontece que tenho, aqui mesmo em minha mesa, uma cópia da fórmula.'' Abriu a gaveta e me entregou um documento fantástico.
- "Aí está. Agora, o que é que vai fazer com ela?" - "Bom, vou incluí-Ia no meu livro." - "E ... ?" - "Alguém pode resolver estabelecer-se e concorrer com a The Coca-Cola Company." - "E que nome ele vai dar ao produto?" - "Bem, não poderá chamá-lo de Coca-Cola porque vocês o processariam. Vamos dizer que o chamem de Yum-Yum, e que insinuem, de uma forma a não dar razão a um processo judicial, que a Yum-Yum é na verdade a fórmula original da Coca-Cola." - "Ótimo. E daí? Quanto vão cobrar por ela? Como vão distribuí-la? Como vão divulgá-la? Está entendendo aonde quero chegar? Gastamos mais de 100 anos e volumes inacreditáveis de dinheiro construindo o capital dessa marca. Sem nossas economias de escala e nosso inacreditável sistema de comercialização, quem quer que tentasse duplicar nosso produto não chegaria a lugar nenhum e teria que mudar coisas demais. Por que alguém se daria ao trabalho de ir comprar Yum-Yum, que é realmente igual à Coca-Cola mas que custa mais, quando pode comprar a Coisa Real em todo o mundo?''
Não consegui pensar em coisa alguma para dizer. Extraído na íntegra de "Por Deus, Pela Pátria e Pela Coca-Cola", de Mark Pendergrast. Apêncice pág 379-383. Editora Ediouro, 1993. O livro "coincidentemente" sumiu das livrarias e sebos do país.
ECHELON: O Ataque do Big Brother
Tempo médio de leitura dessa edição: 3 minutos.
A R Q U I V O X - R E A L - ILEGALIDADE DO ECHELON:
MATÉRIA EXCLUSIVA CONFIRMADA
O ATAQUE DO "BIG BROTHER"
O SISTEMA DE ESCUTA INTERNACIONAL ILEGAL, DA NSA, QUE PERMITE AO SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA ESCUTAR AS SUAS LIGAÇÕES E LER SEUS E-MAILS
É O ASSUNTO DE CAPA DA REVISTA UFO 76 por Giácomo Santana gsantana@newsflash.com.br O Relatório Alfa recebeu a confirmação de que a Revista UFO (http://www.ufo.com.br) está trazendo, em sua edição de número 76, um artigo especial sobre o sistema clandestino de escuta e espionagem controlado pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, a NSA.
A edição comemora os 17 anos da publicação e marca um crescimento ainda maior da revista, que seria leitura obrigatória de Fox Mulder, se ele existisse. O artigo de capa da edição, escrito pelo jornalista Aldo Novak (editor do Relatório Alfa) cobre todos os principais aspectos do supersecreto sistema ECHELON, incluindo sua história e os limites da sua operação e funcionamento.
Novak também ensina como você pode se comunicar pela internet sem que a NSA consiga ler seus e-mails. "Echelon é o nome de uma rede de satélites e estações de escuta ilegais que capta tudo aquilo que você e eu falamos ao telefone, ou escrevemos em um e-mail, e retransmite essas informações para cinco estações de decodificação controladas pelos Estados Unidos, a Inglaterra, o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia", explica Novak.
"Quando o Relatório Alfa publicou no Brasil, há mais de dois anos, o funcionamento do sistema, os nossos mil assinantes (hoje são mais de 8 mil) acharam que era alguma piada, ou ficção científica", continua Novak "mas tudo isso mudou".
"A Alemanha acusou formalmente os Estados Unidos, e a Austrália confirmou que faz parte desse consórcio para a escuta ilegal, chamado Echelon. Enquanto isso, bem agora, a Comunidade Econômica Européia montou uma Comissão Parlamentar de Inquérito contra a NSA.
Isso para não falar que o pai do falecido noivo da Princesa Di acusa o Echelon de ter monitorado a princesa e seu filho. E nada disso é ficção científica. É a dura realidade", termina o jornalista, que também é editor da revista de ficção científica Quark (http://www.quark.ol.com.br).
"Não restam mais dúvidas" -- afirma o editor da Revista UFO, A. J. Gevaerd, em editorial da página 4: "O ECHELON é uma realidade triste e sombria, da qual não podemos fugir.
E UFO não poderia deixar de abordar a questão, fazendo-o em excelente artigo de um de seus mais ilustres consultores, Aldo Novak", termina Gevaerd, editor da revista há exatos 17 anos.
No artigo que é publicado nessa edição da revista UFO, Novak tira as principais dúvidas sobre o funcionamento do sistema, mostra a localização das estações de rastreamento (com fotos), e descreve a história do sistema.
Ele também mostra a hierarquia completa da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos e como o ECHELON se encaixa no sistema.
Para terminar, o autor descreve também como 'derrubar' o ECHELON a partir de sua própria casa. É um dos mais completos artigos já publicados no Brasil sobre o ECHELON, criado no ano de... 1947 -- o ano do nascimento da Ufologia científica.
Talvez não por coincidência. Aldo Novak é membro do Conselho Editorial da Revista UFO há mais de quatro e já apresentou conferências sobre o ECHELON e a NSA em vários estados brasileiros. Sua próxima conferência sobre o tema acontecerá no dia 09 de Março, as 20h00, durante o Congresso Internacional de Ufologia, em Campinas, SP [Informações (19) 3876-1166].
O editor da revista UFO, A. J. Gevaerd, classificou o artigo como um "turning point" (momento de virada) para a ufologia brasileira. "O artigo vai arrasar", disse Gevaerd em contato telefônico com o Relatório Alfa.
Quem ainda pensa que o sistema não existe, vai mudar de idéia. O ECHELON já foi matéria da Gazeta Mercantil e das revistas Veja, Época e Isto É, entre outras, mas em nenhuma delas o sistema foi apresentado como um todo.
Esta será a primeira vez. "Foi interessante termos publicado tudo o que tínhamos sobre o ECHELON, no Relatório Alfa, e esperar mais de um ano para ler a mesma coisa nas maiores revistas de informação do Brasil", comentou Aldo Novak.
A Revista UFO é distribuída nacionalmente, mas pode ser contatada pelo telefone (0 _ _ 67) 724-6700, ou pelo e-mail redacao@ufo.com.br. [RA] MULTIPLIQUE O DEBATE, A VERDADE E AS IDÉIAS. Basta clicar em "encaminhar". Envie uma cópia desta edição para aqueles amigos que se interessam por este assunto mas que não conhecem, ainda, o Relatório Alfa Newsletter!
FIM DESTA EDIÇÃO. Expediente: Conspirações * Ufologia * Perigo Ambiental * BioSegurança Resíduos Nucleares * Privacidade * Programa Espacial Ficção Científica * Eventos e Convenções * Transgênicos
DESCUBRA O QUE NEM TODOS QUEREM QUE VOCÊ SAIBA
R E L A T Ó R I O A L F A http://www.relatorioalfa.com.br
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FONTE: Relatório Alfa, newsletter gratuito que você pode receber em seu computador visitando este endereço: http://www.relatorioalfa.com.br
Casos Forjados da Ufologia
UFOLOGIA CIENTÍFICA
A POSIÇÃO DO MUNDO
UFOLÓGICO
CASOS FORJADOS DA
UFOLOGIA
POR
MEIO DE UMA ENQUETE FEITA AOS PRINCIPAIS UFÓLOGOS
BRASILEIROS, WALLACY
ALBINO DO GEUBS TRAÇA UM PERFIL DAS
POSIÇÕES DOS PRÓPRIOS
UFÓLOGOS.
por Aldo Novak
Qual a credibilidade dos casos ufológicos?
Melhor ainda,
qual a credibilidade que tais casos possuem
junto à
comunidade ufológica?
Para responder essa pergunta Wallacy Albino, do
Grupo de
Estudos Ufológicos da Baixada Santista(GEUBS),
fez uma
pesquisa junto aos principais ufólogos do
Brasil.
Os resultados estão abaixo e foram divulgados a todos os
participantes.
NÚMEROS DA ENQUETE
Os ufólogos avaliaram a credibilidade ufológica de 80
diferentes casos/pessoas envolvidas com os acontecimentos
relacionados a Objetos Voadores Não Identificados.
Os ufólogos foram direcionados a votar nos casos, não nos
pesquisadores envolvidos em sua averiguação porque alguns
ufólogos se recusaram a dar seu voto a cada um dos casos
citados.
COMO SE DIVIDIRAM AS 'NOTAS', SEGUNDO WALLACY ALBINO
0,00 -
1,99
Casos
sem nenhuma credibilidade.
Consideradas as
grandes fraudes da ufologia mundial. Segundo a pesquisa
não existe
absolutamente nada que seja digno de maior confiabilidade
nestes
casos. Os casos
que receberam nota zero até 1,99 não são
considerados sérios.
2,00 -
3,99
Os casos
sem credibilidade para a maior parte dos ufólogos.
Existem
evidencias que desmentem esses casos, embora ainda existam
duvidas que não
foram explicadas, mas é quase certo se tratarem
de fraudes ou
erros de interpretação, como explica Wallacy. Não são
muito diferentes
do caso anterior.
4,00 -
5,99
Casos
'controversos' mesmo entre a comunidade ufológica.
São as grandes
incógnitas da Ufologia. Existem vários pontos positivos e
vários pontos
negativos, se tornando muito difícil afirmar serem
autênticos ou não.
6,00 -
7,99
Casos
'verdadeiros' que apresentam falhas de investigação.
Existem muitas
evidencias que comprovam a sua autenticidade, mas ainda
existem
alguns pontos
sobre estes respectivos casos que não foram bem explicados.
Tais
casos, segundo
os ufólogos ditos "científicos", precisam ser melhor
investigados.
8,00 -
10,00
Não há
dúvida dentro da comunidade ufológica.
Tais
casos são verdadeiros.
Esses são
considerados os casos top da ufologia mundial. As provas
conseguidas
sobre eles são consideradas acima de quaisquer suspeitas e
a comunidade
ufológica -- e o Relatório Alfa -- concordam com sua
credibilidade.
Casos sem
nenhuma credibilidade:
Urandir
vence todos
Vamos começar com um problema bem conhecido de todos.
Dos oitenta casos analisados pela comunidade ufológica, o
suposto contatado Urandir Fernandes de Oliveira
(UFO) foi
o que teve o menor índice de aprovação, sendo considerado
o 'caso' de menor credibilidade na ufologia moderna.
Urandir Fernandes
de Oliveira - Resulltado Final 0,07
Suposto contatado e
paranormal fundador do Projeto Portal
Até onde pudemos avaliar a prisão de Urandir, em Porto
Alegre, e as inúmeras acusações de venda irregular de
terrenos contribuíram em muito para o resultado final.
Some-se a isso o fato de Urandir ter, há muito tempo,
problemas com os ufólogos e com a mídia.
Trigueirinho, Carlos Paz Wells e Asthar Sheran (todos com
milhares de seguidores) tiveram uma pontuação também muito
baixa, colocando-os -- para estes ufólogos -- dentro
da categoria de fraudes. Veja:
Asthar Sheran -
Resultado Final 1,65
Ser que estaria
preparando o resgate de algumas pessoas de nosso planeta
Carlos Paz
Wells - Resultado Final 1,40
Afirma manter
contatos com seres de Ganimedes e fundou o Grupo Rama
Trigueirinho
- Resultado Final 1,36
Afirma estar em
contato com seres intraterrestres e de universos paralelos
É importante destacar que Asthar Sheran, Paz Wells e
Trigueirinho não receberiam esta pontuação tão baixa se
fossem avaliados por ufólogos "esotéricos" apenas -- ou
por seus seguidores. É importante compreender que o fato
da eleição ter sido feita pelo lado mais técnico da
ufologia os descartou, de pronto.
Um caso muito diferente de Urandir, que não tem mais
trânsito livre nem mesmo entre os esotéricos.
Mas não foram somente os chamados 'ufólogos esotéricos' que
tiveram problemas na votação do GEUBS. Dois vídeos muito
difundidos em todo o mundo foram considerados farsas
grosseiras. Veja:
Alien aprisionado
- Resultado Final 1,79
Interrogatório de um suposto alien aprisionado na Área
51
Autopsia
(Ray Santilli) -
Resultado Final 1,93
Filme
divulgado em 1995 da autopsia de um suposto alienígena
Note-se que o caso do "Alien Aprisionado" temos um filme
péssimo com todos os ingredientes de uma prova forjada.
Isso não acontece no caso da Autópsia de Ray Santilli.
Ainda dentro dos casos sem
credibilidade estão famosos
casos e famosos 'ufólogos'. Lúcio Barbosa,
por exemplo, que
afirma manter contato com seres
extraterrestres no
município de Corguinho (de modo
muito semelhante a Urandir)
obteve
aprovação de pouquíssimos ufólogos, com somente
3,23.
Veja outros casos que foram
reprovados:
Arquivos
da KGB -
Resultado Final 3,65
Filmagem do
resgate de um UFO e autopsia dos restos de uma criatura
Filmagem
do México -
Resultado Final 3,65
Filmagem de
um UFO sobrevoando a cidade do México em 97
Guarapiranga -
Resultado Final 3,59
Corpo
encontrado nesta represa com semelhanças com casos de
mutilações
Barra
da Tijuca -
Resultado Final 3,48
OVNI
fotografado por Ed Keffel na década de 50 no Rio de Janeiro
Caso Carlos Dias
- Resultado Final
3,42
Mexicano
que teria tirado varias fotos e filmado um estranho OVNI
dourado
Antonio
Ferreira -
Resultado Final 3,29
Teria tido
contatos com extraterrestres e gravou a conversa em fita
cassete
Whitley
Strieber -
Resultado Final 3,24
Escritor
americano que afirma ter sido abduzido, autor do livro
Comunhão
O OUTRO LADO DA MOEDA
Agora vamos dar uma olhada no outro lado da moeda. Vamos
ver os casos que, segundo a maioria dos ufólogos científicos
brasileiros são os mais sérios e capazes de mudar nossa
visão dos objetos voadores não identificados.
Na opinião da grande maioria dos pesquisadores o caso de
Maio de 86 é o
mais importante, seguido de perto pelo
vôo Vasp 169
(desconhecido da população) e da famosa
Operação Prato,
desenvolvida pelas Forças Armadas do país
junto à população ribeirinha da Amazônia.
VEJA OS RESULTADOS VITORIOSOS:
Maio de 86 -
Resultado Final 9.65
No dia 19 de
maio de 1986, o espaço aéreo brasileiro foi invadido por 21
OVNIs,
com confirmação
do Ministro de
Aeronáutica
Vasp 169 -
Resultado Final 9.10
Vôo
de Fortaleza para o Rio de Janeiro que teria sido acompanhado
por um OVNI
Operação Prato
- Resultado Final 9.07
Pesquisas feitas pela FAB para investigar casos ufológicos na
região norte
Acima estão os grandes campeões. Em um honroso segundo
lugar estão casos famosos e com ampla credibilidade,
mas
que ainda precisam ser 'traduzidos' para a grande população.
São eles:
Ufoarqueologia
- Resultado Final 8,91
Casos onde
envolvem a presença de seres extraterrestres no passado de nossa
humanidade
Ilha de Trindade
- Resultado Final 8,65
OVNI
fotografado e testemunhado por militares da marinha brasileira
Sonda de Capão Redondo
- Resultado Final 8,48
Objeto filmado
realizando evoluções neste bairro de São Paulo
Foo-Fighters -
Resultado Final 8,41
Bolas luminosas
que perseguiam os aviões na segunda guerra mundial
Círculos Ingleses
- Resultado Final 8,31
Estranhas marcas
que são encontradas em plantações em vários paises
Roswell
- Resultado Final 8,24
Queda de um
objeto em 1947 no Novo México e resgatado pelo governo americano
Filmagem feita pela Discovery
- Resultado Final 8,11
Aquela que
mostra um possível disparo contra um UFO no espaço
Varginha
- Resultado Final 8,10
Estranhas
criaturas capturadas pelo exercito no interior do estado de
Minas Gerais
Fortaleza de Itaipu
- Resultado Final 8,04
Dois soldados
que teriam sido queimados pela radiação de um OVNI em um forte
em São Vicente
Travis Walton
- Resultado Final 8,03
Lenhador
americano que teria ficado 5 dias a bordo de um UFO em 1975
O Caso Varginha
O Caso Varginha, estudado pelo Relatório Alfa, deveria estar
na parte superior dessa lista. O Caso é real e cheio das
mais diversas tramas. Os ufólogos Ubirajara Rodrigues
e
Vitório Paccacini (que, na época do caso,
receberam nossa
equipe) e o ufólogo Claudeir Covo (que deu
suporte para
as nossas avaliações posteriores) deixaram nossa equipe
certa da veracidade do caso -- mesmo que muitos ainda
achem que se trata de um absurdo.
Os outros casos -- dezenas deles -- estão em categorias
intermediárias e não poderão ser tratados aqui. Mas já
obtivemos confirmação da Revista Ufo (http://www.ufo.com.br)
de que a pesquisa completa será publicada na próxima
edição que vai para as bancas.
Por isso você fica com o pior e o melhor, de acordo com
a comunidade ufológica científica nacional, nesta pesquisa
exclusiva de Wallacy Albino.
FIM
DESCUBRA O QUE NEM TODOS QUEREM QUE VOCÊ SAIBA
R E L A T Ó R I O A L F A
FONTE: Relatório
Alfa, newsletter gratuito que você
pode receber em seu computador visitando este endereço:
http://www.relatorioalfa.com.br
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Os tópicos de principal interesse do Relatório Alfa são
os Ovnis - ou UFOs -, os Perigos Tecnológicos ( como
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Faça o teste de lavagem cerebral
Você é uma vítima em potencial para cultos como o Heaven's Gate, que levou seus seguidores ao suicídio? Sua mente poderia ser controlada através de técnicas de doutrinação e lavagem cerebral? A revista online Omni está oferecendo aos usuários da Internet um teste para descobrir quais suas vulnerabilidades nesse campo. Elaborado pelo psicólogo Keith Harary, o teste funciona mais ou menos como um daqueles questionários de revistas femininas - e talvez tenha exatamente o mesmo valor como peça "científica"- mas ajuda a expor algumas das técnicas usadas por figuras autoritárias.
O suposto uso de "lavagem cerebral" nem sempre foi um privilégio de cultos suicidas, no entanto. Quando surgiu, nos anos 50, o termo inglês "brainwashing" significava destruir todas as crenças e valores de uma pessoa, substituindo-os por outros, de interesse do "lavador". Os americanos começaram a falar nisso porque alguns soldados desertaram durante a Guerra da Coréia, voltando-se para o comunismo. Claro, essa primeira definição da "lavagem" pode enquadrar qualquer tipo de persuasão, inclusive os mais legítimos - alguém poderia até dizer que os missionários cristãos haviam usado "lavagem cerebral" nos índios. Para evitar esse tipo de embaraço, a idéia logo se desenvolveu. "Lavagem cerebral" passou a denotar métodos mais escusos de persuasão, com o uso de drogas e tortura.
O conceito recebeu novo impulso no final dos anos 50, com a publicação do romance "The Manchurian Candidate", de Richard Condon (depois um filme, estrelado por Frank Sinatra), que contava a história de um soldado que, "programado" pelos chineses durante a Guerra da Coréia, desenvolveu duas personalidades: uma, ordeira e capitalista, a outra, comunista e assassina. Essa segunda faceta viria à tona quando os chineses quisessem abater algum alvo político dentro dos EUA.
Na época, não havia (como não há até hoje) qualquer evidência científica de que uma pessoa pudesse ser manipulada dessa forma, mas mesmo assim o livro casou muito bem com a mentalidade paranóica da Guerra Fria - e, coincidência ou não, a CIA estava trabalhando em algo muito parecido: o projeto MK-ULTRA, que durou, oficialmente, de 1953 a 1973. Em 74, o MK-ULTRA foi exposto ao público por uma investigação do Senado norte-americano. O objetivo do projeto era "ganhar controle sobre o comportamento humano", através do uso de drogas (como o LSD) e outras "técnicas", aplicadas em seres humanos - voluntários ou nem tanto. Oficialmente, o programa não produziu qualquer resultado prático - algumas pessoas ficaram loucas, outras muito machucadas, mas ninguém se tornou "controlável". Quem quiser saber mais sobre as experiências da CIA pode dar uma olhada nos documentos oficiais disponíveis na biblioteca da Universidade George Washington sobre o uso de radiação nuclear em seres humanos.
Antes do final do MK-ULTRA, no entanto, o termo "lavagem cerebral" já havia contaminado a mitologia dos anos 60. Pais incapazes de compreender seus filhos passaram a acusar os gurus da contracultura de "lavar" os cérebros dos jovens. Essa onda deu origem a uma nova profissão, a dos "desprogramadores" - pessoas que "resgatavam" os adolescentes das más companhias e os "reeducavam". Houve quem dissesse que a verdadeira lavagem era feita pelos desprogramadores, e não pelos cultistas, e o ofício teve uma vida curta (embora, às vezes, lucrativa).
Atualmente, há quem diga que nossas mentes estão sendo controladas por alienígenas, pela televisão, pelo governo, pelas indústrias, por drogas nos reservatórios de água ou por implantes subcutâneos. Teorias desse tipo se multiplicam via Internet, e não haveria espaço para fazer uma lista de todos os sites que defendem uma ou outra posição (experimente usar o termo "mind control" em seu mecanismo de busca favorito). Claro, poucos desses teóricos do controle da mente explicam como eles conseguiram se libertar - afinal, se toda a água do mundo está drogada, o que esses caras bebem? E, se nós estamos sob controle, jamais iríamos acreditar nessa conspiração. Os mestres não permitiriam.
FONTE: http://www.dantas.com/realidadebr/textos/lavagemcerebral.htm
Lavagem Cerebral
As pessoas que foram assistir o filme "Teoria da Conspiração", entrando em cartaz recentemente, podem pensar algumas das seguintes idéias:
Não gostei.
Não entendi
Adorei
Esse cara parece alguém que conheço. Vou avisar pro cara que ele não está sozinho no Universo. Já pode fazer contato.
É, a coisa pode ser engraçada. Para quem não viu o filme, vou resumir um pouco. O personagem interpretado por Mel Gibson é um cidadão comum ou coisa do gênero que tem como hobby ler jornais em busca das "entrelinhas" de cada coisa e procura editar essas entrelinhas num "fanzine" ou "pasquim" que leva o nome de "Teoria da Conspiração". O grande amor da vida dele é uma funcionária do governo e por aí vai. A vida do sujeito é dirigir o taxi dele, editar o fanzine, distribui-lo e ficar de olho no "grande amor da vida dele". Literalmente de olho. Ou como diria alguém, praticando a "substituição do sexo pela contemplação passiva da folha da alcachofra"(Luiz F.Veríssimo?). Até acontecer uma série de coisas estranhas na vida do cara. Ele está sendo perseguido. Ninguém acredita na história dele, porque ele vive inventando histórias. Coisa mais ou menos nessa linha abaixo:
"O movimento hippie foi criado em Moscou e, se os país não orientarem cuidadosamente a juventude, o comunismo acabará dominando o Brasil"(1) "A mais abominável tática - dos comunistas - é a da disseminação das drogas, que irá destruir mais a próxima geração do que a nossa, já que ataca nossos filhos"(2)
"O sexo é um instrumento usado pelos psicopolíticos para perverter e alienar a personalidade dos indivíduos, principalmente das autoridades, para anulá-las e converte-las em escravos servis. Daí partirem para o descrédito das famílias, dos governos, e passam à degradação da nação, bem como intensificam a divulgação da literatura erótica e da promiscuidade sexual (3)
"A Rússia tem conseguido alterar a literatura democrática dos Estados Unidos e tem introduzido naquela nação os princípios de Marx e os dados do materialismo dialético nos textos estudantis de psicologia, até o ponto em que qualquer um que estude a fundo a psicologia, se converterá em candidato a comunista militante. Quase todas as cátedras de psicologia dos EUA estão nas mãos dos comunistas"(3).
"Quase todos (os jornalistas que cobrem a Câmara dos Deputados) são criptocomunistas, especialmente os bigodudos. Repórter comunista eu conheço pelo jargão que usa" (4).
"O inimigo é indefinido, usa mimetismo, se adapta a qualquer ambiente e usa todos os meios, lícitos e ilícitos para lograr seus objetivos. Ele se disfarça de sacerdote ou de professor, de aluno ou de camponês, de vigilante defensor da democracia ou de intelectual avançado, de piedoso ou de extremado protestante; vai ao campo e às escolas, às fábricas e às igrejas, à cátedra e à magistratura; usará, se necessário, o uniforme ou o traje civil; enfim, desempenhará qualquer papel que considerar conveniente para enganar, mentir e conquistar a boa-fé dos povos ocidentais"(5)
É um filme movimentado. O motivo central para se acreditar, para se entender a coisa toda, é um lance que parece realmente história de cinema e no entanto, já foi comprovada na vida, chamada lavagem cerebral.
O termo foi criado mais ou menos na época da Guerra da Coréia, quando se constatou vários casos de militares norte-americanos que colaboraram com o inimigo, chegando mesmo ao ponto de virarem a casaca e não quererem mais voltar para casa, quando a guerra acabou. Uma coisa meio assustadora, quando se pensa nisso. Há quem duvide. A coisa ficou meio no esquecimento, até que vieram os 60 e 70. Houve o caso Patricia Hearst, que até já virou filme, a história de uma estudante (filha de um super-empresário da imprensa americana, o Chatô de lá, que também foi retratado no filme "Cidadão Kane" altamente recomendável). Essa menina estava noiva, ia se casar, foi sequetrada por um grupo de guerrilha urbana, chamado Exército Simbionês de Libertação. Alguns meses depois, a "patricinha" apareceu em todos os jornais, não mais como vítima, mas como nova integrante do tal "exército". Como se explica tal metamorfose, de "loira burra" a guerrilheira urbana? Ou como seu pai disse, na época:
"Nós a tivemos durante vinte anos. Eles a têm há apenas 60 dias. Não acredito que possa ter mudado sua filosofia tão rapidamente - e muito menos para sempre". .
Aqueles que assistiram o filme "Nascido para Matar" tem uma idéia do que o processo de pegar um indivíduo qualquer e transforma-lo numa máquina de guerra. Não basta colocar uma arma na mão de um sujeito. Como é que você pode pegar um sujeito qualquer, força-lo a deixar a convivência da sua família, ir morar num local junto com sei lá quantos, acabar com a liberdade dele, etc, e ainda esperar que esse cara vá arriscar a própria vida para que você fique seguro em sua casa, seu trabalho, etc.. Pior ainda, como esperar que ele não se revolte e mate o superior dele? Elementar, você cria um programa de treinamento chamado Serviço Militar. Quem participa constata que, depois de alguns meses, até se acostuma e depois inclusive acha graça na vida de militar. Já vi muitos terem orgulho de ter participado, mesmo lembrando que antes não queriam coisa alguma lá dentro. Coisa estranha, a pessoa mudar assim da água pro vinho.. acontece.
Mas não é só o Exército que consegue transformar a pessoa. Alguns cultos religiosos também são acusados de tais práticas, de reduzir seus seguidores a meros robôs, capazes inclusive de matar, como mostra o caso de Lynete (vide mais adiante) que tentou anos atrás matar o então presidente Gerald Ford ou o caso doa seita Ensino da Verdade Suprema, criada pelo guru Shoko Asahara e que causou um atentado terrorista com gás Sarin, no metrô de Tóquio, em março de 95.
O melhor porém é pegar um texto que explica um pouco mais, como funciona nossa cabeça, nesses casos. Com a palavra, Timothy Leary:
(...) Entre sua detenção por apontar uma arma contra Gerald Ford, em setembro, de 1975, e sua condenação, em novembro deste ano , Lynette "Squeaky" Fromme não fez nada para ajudar sua defesa e fez de tudo para divulgar a filosofia de Charles Mason - o cabeça do grupo que em agosto de 1969 chacinou a atriz Sharon Tate e mais três pessoas com requintes de extrema crueldade. Lynette se orgulhava de ter sido a primeira mulher a ser admitida na "família" Mason, de quem recebera uma intensa lavagem cerebral. E , durante o julgamento, não houve palavra do juiz ou mesmo do seu próprio advogado que a fizesse se dar conta de sua situação legal. O que lhr interessava era tão somente o fato de ter atraído a atenção dos meios de divulgação para propagar a ideologia de Mason
* * * * *
Não nada que indique nenhuma fraqueza especial por parte de Patty, Rusty ou Squeaky. Os três eram americanos bastante normais até que penetraram nos ambientes do Exército Simbionês de Libertação, do Exército americano e da família Mason, respectivamente. E é essa a primeira lição que temos que aprender: a lavagem cerebral, como a malária, é uma doença que se pega por contágio.
Claro, o conceito de "lavagem cerebral", nada tem de científico. Afinal, o cérebro não é uma coisa suja, que possa ser lavada, mas sim um computador bio-elétrico, com mais de trinta bilhões de células nervosas capazes de realizar 102 783 000 interconexões, número esse superior ao total de estrede estrelas do universo.
Tanto quanto o sistema nervoso é o resto do nosso corpo , o cérebro é projetado e programado pelo código genético : somos formados por DNA para produzir mais DNA. Em outras palavras, por mais que isso choque os teólogos e os humanistas, somos todos robos neurogênicos, uma condição da qual não poderemos escapar enquanto não aprendermos a dominar o nosso sistema nervoso de forma a reprogramar nossos destinos.
Um exemplo da progrmação cerebral foi levantado a partir de uma girafa récem-nascida cuja mãe foi abatida por um caçador. A girafinha -de acordo com sua programação genética - se fixou no primeiro objeto que se movia ao seu redor, o jipe do caçador, seguindo-o, tentando mamar nele - isto é, identificando-o com a sua mãe.
Essa mesma fixação - ou imprint - a um objeto externo também acontece com seres humanos. No caso em quatro etapas.
1. O circuito de bio-sobrevivência infantil, ou consciência, que lida com os sinais de perigo-e-segurança.
2. O circuito da criança mais velha, ou ego, ligado ao movimento e a emoção.
3. O circuito simbólico-verbal do estudante, ou mente relacionado com a linguagem e o conhecimento.
4. O circuito sócio-sexual do adulto, ou personalidade, ligado, ou personalidade, ligado ao comportamento.
Esses quatro circuitos são os quatro "cérebros" cujos os conteúdos são progressivamente apagados e reimpressos durante o processo mecanicamente simples da lavagem cerebral.
O primeiro circuito, ou cérebro da bio-sobrevivência, é ativado assim que se nasce. Sua função é a de buscar alimento, ar, calor e conforto, rejeitando o que quer que signifique perigo, impureza, ameaça. Esse trabalho é centrado em torno da presença da mãe - ou de qualquer coisa que venha a substituí-la., como o caso da girafinha.
Durante toda a vida, quando o cérebro da bio-sobrevivência detecta perigo, todas as demais atividades mentais cessam. Esse conceito é fundamental para a programação cerebral. Para que se crie um novo imprint, é preciso, inicialmente, reduzir-se o paciente a um estado infantil, isto é, vulnerável em seu primeiro cérebro. Nesse processo, o paso incial consiste no isolamento da vítima, de preferência num ambiente pequeno onde não atuem as técnicas mentais que originalmente cuidavam da sobrevivência do recluso. Na verdade bastam poucas horas até que a ansiedade se manifeste no detido, e só alguns dias para que surjam as alucinações, um sinal claro de que a vítima está pronta para receber o imprint de um novo objeto maternal. Para um prisioneiro humano. Qualquer bípede que lhe trouxer comida será aceito como uma nova mãe.
No caso do filme "Teoria da Conspiração", do qual falamos no início do artigo, a coisa vai um pouco mais além, que é onde começa a ficar realmente inacreditável, principalmente por quem não teve acesso ao tipo de informações que a imprensa trouxe ao público, durante o tempo em que nosso país se encontrava sob censura. Por outro lado, com tanta informação disponível, não é um assunto em voga hoje, como já foi em outras épocas. Um livro que ajuda a entender melhor o filme (não vou contar, óbvio) é "A Programação de Candy Jones" de Donald Bain. Nele, a coisa é um pouco mais assustadora. A CIA teria criado um programa de estudos com drogras alteradoras da mente, com o intuito de verificar seu potencial para manipular pessoas. Isso é um fato, não é ficção. Quando um sujeito, que recebeu LSD sem ser avisado, pulou do alto de um prédio, a coisa veio a público e em 1973, todo o material que tinha sido produzido foi destruído.
Mas veja como a coisa pode ser complexa: todo mundo que já saiu pelos "bares da vida" tem alguma história de bêbado pra contar. Quer um exemplo maior, pensem na história da finada Rê Bordosa, personagem do Angeli. Basicamente uma mulher que bebia alguns copos de bebida e acordava no dia seguinte na banheira, sem saber o que tinha feito. Na vida real, há pessoas sob ação do álcool que funcionam desse jeito. Bebem, sofrem uma metamorfose total e depois quando acordam, não se lembram mais. Amnésia (e ressaca). Só pra se ter uma idéia, no código penal (ou processo penal, eu li, tá num desses dois) tá lá uma legislação qualquer que "exime de culpa o crime cometido sob influência do álcool". Não sei até que ponto funciona, é bom procurar um advogado pra checar isso, faz algum tempo que li e não sou expert no assunto. Pelo menos o que li seria que assim como "razão de insanidade", "embriaguês" poderia em casos bem específicos, inocentar a pessoa.
Claro que a idéia da CIA não era de embebedar o cara e mandar bancar o James Bond por aí. Não. No livro que mencionei acima, a idéia era pegar um cidadão específico, no caso foi usada como cobaia uma radialista americana, uma Leila Cordeiro ou Bruna Lombardi, sei lá (traduzindo aquela época pra hoje) que era bastante suscetível a hipnotismo e que tinha tido episódios de mudança de personalidade na infãncia. Através do uso de drogas específicas, uma sub-seção da CIA trabalhou com essa mulher e .. conseguiu fazer aparecer as personalidades "adormecidas" no fundo da cabeça dela. No final de cada sessão de "terapia", mandavam ela se esquecer de tudo. Olha a vantagem da coisa: já foi super explorado no cinema a história de pessoas com múltiplas personalidades. Agora imagina uma pessoa que alterna uma personalidade completamente inocente do mundo, tipo loira burra, com a de uma agente secreto treinado para desempenhar missões. Pois é, cada sessão, dopavam a mulher de forma a aparecer aquela personalidade que era mais agressiva, menos carinhosa, mais desumana, bem tipo mãe de namorada quando vira "sogra".
É, isso parece coisa de história em quadrinhos. Até hoje não tenho muita certeza se acredito, mesmo o livro mostrando fotos e documentos sobre como a coisa aconteceu. (Tem até uma bibliografia na rede, como por exemplo: Martin A.Lee, Bruce Shlain ACID DREAMS -- The Complete Social History of LSD: The CIA, the Sixties, and Beyond) . Aí outro dia li uns papéis na rede sobre cultos que praticam a lavagem cerebral e o fato é que a grande maioria dos jovens que passam por uma coisa dessas, também não acreditam que o que aconteceu com eles foi uma coisa maléfica ou que era uma experiência pela qual eles não queriam passar. Na verdade, existe um trabalho científico, feito com estudantes e gente comum, lá nos EUA, foi até publicado no Brasil, sobre essa questão de como é fácil convencer alguém a seguir ordens inclusive ordens que signifiquem a morte de outra pessoa, se um "motivo correto" for apresentado.
Chamaram duas equipes de estudantes, uma, que sabia o que estava sendo feito, era composta de gente de arte dramática. A outra, gente escolhida mais ou menos aleatoriamente. O cara entrava numa sala e via um interruptor que dava choques em uma pessoa do outro lado de uma parede de vidro espelhado, tipo óculos ray-ban. O estudante recebia a ordem de dar choques na "vítima", de acordo com as ordens do "professor". A idéia era ver até ponto o estudante aceitava continuar eletrocutando a "vítima" (que era estudante de arte dramática e não sofria porcaria nenhuma, só fingia e implorava pra não continuarem os choques). Se o estudante protestava, o "professor" insistia que era necessário aumentar a dose do choque. Vários continuaram com a experiência até "matarem" a vítima. Poucos, bem poucos, se revoltaram e decidiram não continuar e por assim dizer, fizeram algo próximo de mandar o "professor" à merda.
Voltando ao Timothy Leary:
"O trabalho de lavagem cerebral é relativamente simples, consistindo basicamente na troca de alguns circuitos robóticos por outros. Assim que a vítima passa a encarar o reprogramador como a criança encara seus pais - fornecedores de segurança vital e de apoio para o ego - qualquer nova ideologia pode ser inculcada no cérebro."
"Durante o estágio de vulnerabilidade, qualquer pessoa pode ser convertida a qualquer sistema de valores. Facilmente podemos ser induzidos a entoar "Hare Krishna, Hare Krishna" como "Jesus morreu por nós", ou a bradar "abaixo o Vaticano", aceitando plenamente as ideologias que estão por trás desses temas. O passo seguinte, na lavagem cerebral, consistirá em nos convencer de que qualquer pessoa que não partilhe dos nossos novos valores será sempre débil, estúpida ou louca".
"Para reforçar os valores da nova realidade recém-incorporada, é preciso que haja uma realimentação das novas coordenadas que nos estão sendo impostas. A grande ironia é que o nosso conceito de realidade é tão frágil que pode se desfazer em apenas alguns dias, caso não tenhamos constantes mensagens que nos reafirmem quem somos e que a nossa realidade continua existindo".
"Bem a propósito, o Exército constrói uma "ilha" totalmente militarizada para os seus efetivos. E ilhas similares são erigidas por qualquer outro movimento que implique numa lavagem cerebral, seja ele político, místico ou esotérico."
No exército, a preocupação, ao contrário do que possa parecer num filme de Rambo, não é ensinar a matar, nem a sobreviver na selva, muito menos lavar as latrinas. Isso é consequência. A preocupação básica, razão de ser do militar é defender a pátria e os cidadãos. Para isso, ele precisa aprender a cumprir ordens. Aí é que mora o perigo. Tudo é feito para que o "reco" (soldado é só depois do treinamento básico) não precise pensar, só obedecer. Tem muito filme por aí, alguns até folclóricos (o diretor contando a maravilha do serviço militar no tempo dele) sobre esse lance então nem vou comentar muito. Hoje em dia, o exército brasileiro não representa o mesmo perigo que representava na minha juventude, quando tinha pais que chegavam no dia do exame médico do filho e insistiam para que ele fosse escolhido para servir. Só quem faz medicina é que tá obrigado a fazer sem chance de escapar com facilidade.
Mais fácil de acontecer é cair numa seita mística. São muitas as razões para isso. O sujeito vai estudar ou trabalhar fora, longe da cidade dele. Não conhece ninguém. Uma seita mística é uma forma de se enturmar, conhecer gente interessante. De repente, é um universo diferente, onde tudo parece ser mais fácil. Ninguém fala em morte, assalto, falta de dinheiro. Fala-se apenas em fé e falta de fé. E o mais incrível, são pessoas que escutam quando você tem um problema, ajudam ou tentam te ajudar quando você está sem grana. Claro, têm alguns princípios que você tem que aceitar. Dormir, por exemplo, não pode. Fechou os olhos um pouquinho, tem que escutar "até quando, dorminhoco, vais continuar dormindo, isso está aqui na Bíblia, vai negar a palavra de Deus, está perdendo a fé?". Também não pode conversar em outra coisa que não seja a palavra de Deus, a salvação, a possibilidade de um dia ser elevado a condição de chefe de grupo (coisa que nunca acontece) e .. arrumar algumas contribuições para engrandecer o trabalho de Deus aqui na Terra, trabalhando tanto para mostrar a devoção como para preparar o espírito para o apocalípse, onde só os dignos serão salvos. Claro, masturbação é pecado. A própria pessoa fica com vergonha de tocar o próprio corpo. Homens só conversam com homens e mulheres só conversam com mulheres. Conversei com ex-convertidos. Um pessoal legal. Um deles me entregou um livro chamado: "Os guerreiros da virgem" de José Antônio Pedriali. Conta toda essa trajetória de um rapaz que achava que sua missão na Terra era salvar o mundo do diabo. Deve ser algo irresistível, ir atrás da salvação do mundo. Tem um outro livro que está proibido, mas volta e meia recebo notícia dele existindo na internet, escrito por um pastor de uma igreja aí: "Os Bastidores do Reino". No http://www.clark.net/pub/times9/brainwsh.html tem algumas das técnicas usadas. O resultado pode ser devastador.(ver também http://www.inlink.com/~dhchase/books2.htm).
Um amigo me contou, num email, muito tempo atrás, sob o trabalho de um culto místico na cidade dele. Primeiro, apareceram uns caras com idéias de bate-papos religiosos e esotéricos, andando vestidos de forma bem austera e não ficavam nem bebendo nem jogando. Os pais de família não falam nada contra, nem tem porquê, no início. A mudança parece até boa, não parece que o garoto está mexendo com drogas, parou de ouvir música alta, não pede mais o carro emprestado. Fica só curtindo religião. Aí o comodismo começa a se transformar em dúvida. "Será que meu filho vai virar padre?" Só quando finalmente toma coragem e chama o filho para a conversa, descobre que é ouvido. E não tem problema. Acha que o culto tá amadurecendo o cara. A mãe nem reconhece mais. Aí chega o ponto em que o culto começa a avisar o novo membro que a família está influenciada pelo demônio e é necessário morar um tempo fora, mais perto da fé que ele está abraçando, para aprender a se defender. Afinal de contas, muitas cabeças juntas oram pela salvação bem melhor do que uma. Lá na sede, batalharão por um mundo livre de más influências. Os caras que saem da cidade desse jeito, disse meu amigo, nenhum volta. Um, porque é uma aventura sair da cidade onde se morou a vida e toda. Outra, porque voltar é sempre mais difícil. Lendo pela rede vi uns papers assustadores.
A pessoa demora a se acostumar com a idéia de que dedicou tanto sentimento e louvor á toa.. Existem alguns cultos que contam com grupos de auto-ajuda, semelhantes a Alcóolicos Anônimos, para dar apoio moral aos que estão dando o difícil passo de cair fora de uma coisa que já deu o que tinha que dar. Tem que ter ajuda senão o cara volta, porque o vazio emocional é muito grande. Aí já não é mais de querer ter fé, é de não saber ter vida fora do culto. A vítima precisa passar por um processo de de programação em que TUDO na vida tem que ser revisto. Nem todo mundo consegue se libertar da idéia de que o mundo não é cor-de-rosa. Vi um filme na TV em que a família teve que contratar um cara pra sequestrar e iniciar o processo de "abrir a cabeça do garoto". Na vida real, o que normalmente acontece nesses grupos de ajuda é que a família consegue convencer o sujeito a ir em um território neutro e um ex-praticante do culto fica horas e horas revelando os podres que o outro ainda não consegue ver. Acredito que esse tipo de coisa até funcione. Já vi um crente conversar horas com um bêbado defendendo seu culto. Se pudesse conversar com alguém que já passou por todo o processo e pulou a cerca pra fora, talvez tenha efeito. O mais incrível é que as pessoas não fazem propaganda disso. Medo de represálias.
O mundo moderno está ficando muito assustador, impessoal. No Japão, onde aconteceu aquele caso da tal seita, esses cultos novos representam uma forma de vida alternativa. Todo ano, 1400 cultos aparecem. E 1400 cultos também desaparecem. Gente que sai de uma seita que oferece a salvação e vai para outra seita de salvação. Salvação, no caso, é porque a maioria delas prega que o mundo vai acabar e que só os "escolhidos" daquela seita específica, serão salvos. A coisa lá (e talvez não só lá, na Califórnia, EUA, tem seita pregando até que o mundo foi feito por computadores) está chegando talvez nesse ponto da historinha abaixo:
Joe Existencial tava experimentando outras de suas crises intelectuais:
- Puxa, eu simplesmente não sei em que acreditar..
Aí chega o cara pra ele, cheio de livros:
- Pô, Joe! Sem grilo. Todas essas confusões e dúvidas ínternas estão magicamente resolvidas graças a minha empresa "Crença Comigo". YEEEEeeeees! Praque gastar anos e anos pastando pelo processo de pesquisa e pensamento dos tópicos por você mesmo. Simplesmente escolha qualquer um dos nossos sistemas pré-racionalizados de crença e então conforme-se a ele para o resto da vida!!
- E mais! Sem custo adicional, nós mostramos a você como evitar deixar que novos "fatos" entrem na sua cabeça, assegurando então que nada atrapalhe sua recém-descoberta ilusão de segurança mental.
Joe então pensa um pouco:
- Mas, mas, e se minhas crenças estiverem erradas??
O carinha responde:
- Esta é a beleza da coisa, homem. Você seria o último a saber. Mesmo, MESMO, se estivessem erradas ...
Moral da historinha: "Ah, o cérebro humano funciona que é uma beleeeeza".
(Historinha retirada de uma tira chamada Twisted Image - Ace Backwords)
Lavagem Cerebral não é apenas um conceito usado para definir tais extremas mudanças de comportamento. O próprio processo de evolução de uma pessoa ao longo da vida é uma lavagem cerebral. Quando se torna adolescente, tem brincadeiras que se abandona, porque "são coisas de criança". Quando se vira adulto, se abandona "coisas de adolescente rebelde". Quando se casa, se abandona "hábitos de solteiro irresponsável". Ninguém sabe porque, mas para você participar de um novo grupo, classe social ou mesmo viver com gente de outro estado que não o seu tem que adotar novos códigos de conduta que não são os nossos. Um exemplo muito bom está ilustrado no filme "o homem que virou suco", relatando a história de um nordestino que foi engolido pela cidade grande, na verdade um crônica social comentando o fato de que o sujeito que emigra para São Paulo, tem que esvaziar a bagagem de toda uma cultura riquíssima de comportamento e absorver outra, completamente estranha e diferente, onde valentia e solidariedade, por exemplo, contam menos. Recentemente saiu uma matéria na TV comentando que tem agência de empregos que só contrata empregada doméstica se for de Minas Gerais ou interior de São Paulo. Nordeste, só se for de determinada religião.
As pessoas não param pra pensar nisso, mas cada revolução é uma nova "lavagem cerebral". Quando houve a tal revolução sexual que não foi nada mais nada menos de se poder falar em namorar uma mulher sem intenção de casar, isso foi difícil para muita gente. Quando aconteceu a Aids, foi bem mais difícil ainda. Muito adolescente não queria acreditar que na vez dele, o sexo estava de novo, proibido. Ou restrito. Para as mulheres, foi legal, porque antes da revolução sexual não podiam transar a não ser com os maridos. Por outro lado, depois o difícil era casar. Com a Aids, elas puderam voltar a pensar em casamento e não sustentar a coisa só com sexo. É algo a se pensar. Atualmente a pessoa é obrigada a administrar essa "lavagem cerebral", que é acompanhar o mundo a sua volta. Antes que uma nova revolução ocorra, a pessoa já tem que se preparar para uma futura adaptação e já não estou falando mais de sexo ou de novo tipo de computador. Só que o nome virou "reciclagem". A pessoa precisa ter um tempo para parar e absorver todos os hábitos novos que estão rolando. A parte mais chata é que é difícil resistir a esse tipo de coisa. Tem gente que só conversa realmente quando está na frente de um computador, através do CHAT ou TALK. Há alguns anos atrás, quem comprou videogame pros filhos ficou condenado a não entender uma parte do universo deles. Se você não tem um assunto em comum, não tem diálogo. Fica difícil até fazer parte de um grupo. O pior é que novos grupos surgem, com novas opções de diálogo. É difícil, mas cada um precisa parar e pensar da mesma forma que assume um personagem no universo virtual, qual personagem no universo real ela consegue viver.
(1) General Belfort Bethlem, comandante (na época) do 3o Exército, depois Ministro do Exército - Jornal O Estado de São Paulo, 3.7.1977 p.35 (2) General Mílton Tavares de Souza, Jornal do Brasil 3.10.1976 p.30 (3) Tenente-Coronel Carlos de Oliveira, Jornal do Brasil, 19.11.1975 (4) Deputado José Bonifácio, líder do governo jornal Folha de São Paulo, 22.5.1977 (4) General Borges Fortes na época chefe do Estado Maior do Exército brasileiro, Jornal O Estado de São Paulo, 9.9.1973 p.18