sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

ONG americana ajuda a criar 'rede' de advogados ambientalistas no Brasil

7/dez/01 (AER) – Segundo nota divulgada pelo insuspeito Worldwatch Institute (http://www.wwiuma.org.br), acaba de ser criada oficialmente a REDE de Advogados Ambientalistas da Mata Atlântica, resultado de um processo iniciado pela ONG Instituto Socioambiental (ISA), em 1996, em parceria com a E-LAW (Environmental Law Alliance Worldwide), ONG "jurídica" estadunidense que diz formar uma "aliança" com cerca de 200 advogados ambientalistas de 50 países.
Segundo a nota, a Rede, no processo de sua consolidação, viabilizou iniciativas importantes como a ação judicial pedindo a suspensão dos planos de manejo das espécies ameaçadas de extinção da Mata Atlântica e a promoção de uma série de workshops sobre Direito Ambiental para juízes, promotores, advogados e ONGs do Sul da Bahia. Promovidos desde junho deste ano sob organização do ISA, do IESB - Instituto de Estudos Socioambientais do Sul da Bahia e da Escola Superior do Ministério Público da Bahia, tais encontros têm fomentado a discussão dos principais problemas ambientais locais e a legislação aplicável a cada caso, o que resultará na criação de um plano de ação socioambiental para a região.
Para 2002, a Rede tem entre suas prioridades a ASSESSORIA às ONGs representantes do Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente, a construção de estratégias para atuação em conjunto com a Rede de ONGs da Mata Atlântica em defesa do bioma e o desenvolvimento de um projeto a médio e longo prazo.
Apenas para recordar a nossos leitores, a E-LAW, "ONG jurídica" estadunidense sediada no Oregon, tem como objetivo declarado a disseminação do "conhecimento jurídico"dos Estados Unidos na área ambiental a ONGs de países em desenvolvimento, como o Brasil. Em 1995, W. Alton Jones Foundation deu à E-Law uma generosa contribuição para que seus advogados Lori Maddox e Chris Wold viajassem com a Dra. Rachel Biderman, advogada do ISA, a Brasília, Campinas, Cuiabá e Porto Velho onde reuniram-se com dezenas de ONGs, advogados e várias instituições do setor ambiental. Em São Paulo, reuniram-se com Fabio "Mr. Mata Atlântica" Feldmann, então Secretário de Meio Ambiente do Estado. Já em Porto Velho, reuniram-se com líderes da ONG Fórum de Rondônia para tratar do projeto Planafloro, mas também com Maria Cecília Fillipini e Maria Madalena de Medeiros, advogadas do Conselho Indigenista Missionário (CIMI).
Em 1996, houve outra turnê "doutrinária" da E-Law a São Paulo, Brasília e Curitiba, desta feita, por seu diretor-executivo Bern Johnson, para ministrar a seus colegas brasileiros técnicas avançadas para a "proteção legal" da Floresta Amazônica e Mata Atlântica.
Igualmente, a W Alton Jones contribuiu com 80 mil dólares para que o instituto "O Direito Por um Planeta Verde", ONG jurídica sediada em São Paulo, fundada e na ocasião dirigida por Antônio Herman Benjamin, Procurador de Justiça em São Paulo, realizasse o 3o Congresso Internacional de Direito Ambiental, ocorrido em 30 de maio de 1999 em São Paulo com o tema "Proteção Jurídica das Florestas Tropicais".
A W. Alton Jones justificou sua contribuição "para levantar a preocupação do público sobre a necessidade de proteger o Código Florestal Brasileiro de ATAQUES dos interesses dos setores agrícola e madeireiro". Em realidade, segundo o jornal A Tarde, de Salvador (20/10/2000), a presidente da W. Alton Jones Foundation, Diane Miller, em uma visita de "reconhecimento" à Salvador (BA), declarou que a fundação doa 700 mil dólares anuais para ONGs ambientalistas do Brasil. Efetivamente, a fundação tem como ser generosa, uma vez que seu capital supera 400 milhões de dólares.

FONTE: Alerta em Rede: Nilder Costa on 06 Dezembro, 2001 19:00:00

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Caos Aéreo e Notícias que o povo já esqueceu

20/12/2006 - 09h09

Em pane, avião da TAM teve que ser guiado "às cegas"

LEILA SUWWAN
da Folha de S.Paulo, em Brasília

"Boa noite, bom pouso." Assim terminou o tenso diálogo entre controladores de tráfego aéreo e os pilotos do vôo 3073 da TAM, que perdeu seu sistema de navegação no ar e precisou ser guiado "às cegas" para conseguir pousar no aeroporto mais próximo, em Curitiba, na noite da última sexta-feira.

A 28 mil pés (8.534 metros) de altura e sob turbulência, o Fokker 100 da TAM perdeu seu sistema de navegação quando sobrevoava a região de Bauru, no trajeto Brasília-Florianópolis. Os pilotos pediram então a ajuda do Cindacta-2, às 22h19, para guiar a aeronave até o pouso, às 23h13.

A assessoria de imprensa da TAM confirmou o incidente, mas não informou quais equipamentos falharam ou o motivo da pane. Disse que o Fokker fez um pouso seguro e teve dois componentes eletrônicos trocados em Curitiba antes de ser liberado para vôo.

Apesar de informar que o avião contava com as devidas redundâncias --duplicação de todos os equipamentos--, não houve esclarecimentos, por parte da assessoria, sobre a situação de fato na cabine.

Diálogos

Trechos da conversa entre os pilotos e dois controladores de Curitiba mostram a dificuldade dos pilotos para manter o avião na proa de Curitiba, isto é, alinhar o avião corretamente no rumo desejado.

Os pilotos avisam que o sistema de navegação está "degradado", sem fazer menção ao sistema reserva. São orientados a fazer "vetores sem giro", isto é, virar o avião sem o sistema de giro direcional da aeronave.

Eles recebem instrução de início e fim de curvas meia padrão, um giro padronizado que completa 360º em dois minutos, realizado sem consultar a bússola magnética, apenas guiado pelo horizonte, segundo especialistas.

O incidente é considerado grave na aviação --ficar sem o sistema de navegação implica "dirigir às cegas" porque o piloto não tem mais o senso preciso da rota que segue.

Em seu site, a TAM explica que "o Fokker 100 pode navegar com precisão sem o piloto". "Esse avião possui três sistemas de navegação inercial, a laser, que computam qualquer deslocamento e aceleração em todas as direções, com muita sensibilidade", diz a empresa.

Ou seja, o avião faz sozinho os ajustes necessários, por exemplo, por causa do efeito do vento. Na última sexta-feira, o Fokker 100 precisou de seu piloto e dois controladores para fazer esse trabalho.

Por meio dos dados do radar secundário, o controle aéreo ficou por mais de meia hora orientando os giros à direita e à esquerda dos pilotos, que trabalhavam apenas com rádio, bússola magnética e manche para corrigir a proa. De acordo com informações da TAM, o incidente não representou riscos para os passageiros do vôo.

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20/12/2006 - 09h03

Radar no DF vê aviões fantasmas, diz FAB

IURI DANTAS
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O vice-diretor do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), brigadeiro Ramón Borges Cardoso, admitiu ontem que problemas nos radares na região de Brasília vêm provocando a aparição de 30 "aviões fantasmas", em média, nos consoles dos controladores de tráfego aéreo diariamente.

O problema, que a Aeronáutica sempre negou ocorrer, deve ser resolvido em breve, de acordo com informações do militar. Os "alvos falsos", no jargão militar, apareceriam ao lado das imagens de aviões reais por breves períodos (de 30 segundos a um minuto).

Esses "alvos falsos" que aparecem seriam causados por interferência meteorológica ou pelo uso da mesma freqüência por dois radares diferentes. Isso ainda está sob investigação da Aeronáutica.

Outros problemas

Esses "aviões fantasmas" não são o primeiro problema identificado nos equipamentos de controle do tráfego aéreo do Cindacta-1 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo). No dia 5 deste mês, a central de áudio teve uma pane, provocando a suspensão das decolagens em três dos principais aeroportos do país --Brasília, Congonhas e Confins, em Minas Gerais.

A pane levou a Aeronáutica a montar um sistema de reserva para o caso de falhas na central principal. A ausência de um "backup" para a eventualidade de panes foi descrita como um "erro de concepção" pelo brigadeiro durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

Aos congressistas, o militar pediu um orçamento da ordem de R$ 600 milhões para o próximo ano. "Se for menor do que isso, não teremos a velocidade suficiente para trocar os equipamentos que precisam ser trocados", afirmou. O Orçamento do ano que vem prevê R$ 530 milhões para o controle do espaço aéreo.

Pane de áudio

O brigadeiro divulgou ontem que a Aeronáutica já vem instalando centrais de áudio auxiliares, com baterias próprias e ligação independente, para o caso de novas panes. Em Brasília, um equipamento novo precisou ser trocado por causa de uma "falha elétrica" descrita pelo brigadeiro como um curto-circuito.

Resolvidos os problemas de recursos e equipamentos, faltaria a formação de novos controladores de vôo. "Nós estamos com o pessoal mais ou menos como um time de futebol. Temos 11 jogadores: se alguém se machucar, não temos reserva", descreveu o brigadeiro.

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25/07/2007 - COBERTURA DO ACIDENTE DA TAM

Oposição irresponsável e imprensa parcial

Por: Paulismar Duarte*

Mais uma vez querem provocar um terceiro turno para derrotar a qualquer preço esse governo
A oposição ao governo federal, num gesto de desespero e irresponsabilidade, se açoda em culpar o Lula por esse último acidente trágico do avião da TAM, ocorrido na terça feira (17), em que vitimou cerca de 200 pessoas. Quero deixar claro o meu pesar pelas vítimas desse terrível acidente, bem como me solidarizar com as famílias das mesmas. Mas algo que a imprensa não informa, deve ser dito ao público, que nem sempre está atenta a manipulação de alguns órgãos de informações e de alguns partidos de oposição.Desespero em disseminar ilações e achar um culpado, e de preferência culpar o Lula, com o único objetivo de desestabilizar o seu governo, principalmente em face da última pesquisa que mostra a grande aceitação dele, divulgada dias antes do acidente. Irresponsabilidade por se antecipar às conclusões antes de uma perícia que mostre os verdadeiros culpados pelo acidente, em detrimento a algumas evidências e a confissão de um executivo da TAM, que assumiu publicamente que a aeronave em questão, desde o dia 13 estava com um problema no reverso, mas segundo os manuais, ela poderia voar até dez dias, para depois ser recolhida para manutenção.
Ora, se o reverso não tem tanta importância, analisando a declaração daquele executivo, por que esse equipamento faz parte da mecânica das aeronaves? A oposição para culpar o governo, esquece de analisar o filme divulgado a exaustão onde mostra que minutos antes do acidente, uma aeronave havia pousado naquela mesma pista, gastando 13 segundos para concluir o pouso, enquanto que a aeronave acidentada, gastou apenas três segundos para realizar todo o percurso.
A seguir, destaco apenas alguns dos acidentes ocorridos com várias aeronaves da TAM, para que o leitor reflita um pouco, como essa empresa ‘prima’ pela manutenção. Será que os governos anteriores foram culpados pela queda do bimotor da TAM, modelo Navajo, prefixo PT-EHL que em junho de 2001, atingiu três casas próximas ao aeroporto de Congonhas? E pela queda de um avião modelo Fokker 100 da TAM, que em 31 de outubro de 1996 vitimou 99 pessoas, nas imediações do Jabaquara, 25 segundos após a decolagem?
Pela queda em Bauru de outra aeronave Fokker da TAM, que em 12 de fevereiro de 1990 deixou três mortos? E pela explosão a 2.400 metro de altitude que abriu um buraco em outro avião da TAM, que jogou um passageiro para fora, em 16 de julho de 1997? E o acidente com o Avião Bandeirante, também da TAM, que em 08/02/79, caiu minutos depois de decolar do aeroporto de Bauru (SP), matando os 18 ocupantes?
Segundo o relatório do Ministério da Aeronáutica, o acidente foi provocado por falha na manutenção da aeronave. E o acidente com um Learjet, também da TAM, a serviço da Eletronorte que caiu em Rio Branco (AC) quando o piloto tentava fazer um pouso de emergência, no dia 03/09/82? Os dez ocupantes morreram. As investigações não conclusivas apontam para falha humana. E esse outro acidente que sete pessoas morreram quando um Bandeirante, também da TAM, cai a 300 metros da pista do aeroporto de Araçatuba (SP), em 07/10/83?
E esse acidente com o Bandeirante , também da TAM, que bate em um morro 21 minutos depois de decolar do aeroporto do Galeão, no Rio, no dia 28/06/84? Os 18 ocupantes morrem. A TAM credita o acidente a erro do piloto, mas a versão é contestada pelo Sindicato dos Aeronautas, que denuncia ter havido uma pane no avião. Três meses depois, a viúva do piloto encontrou um bilhete numa bolsa do marido, no qual ele apontava irregularidades na segurança dos aviões da empresa.
E esse outro acidente em que o piloto erra o ponto de frenagem e um Fokker 27, também da TAM, caiu sobre um automóvel em Bauru (SP), no dia 12/09/90? Duas pessoas que estavam no carro morrem. Será que esse governo foi o culpado pela porta, também de uma aeronave da TAM, um Fokker 100, que caiu em pleno vôo quando este decolou com 79 passageiros do Aeroporto de Congonhas para o Aeroporto do Galeão, no dia 28 de junho de 2006? Para mudar um pouco o foco da TAM: terá sido o governo atual responsável pelo urubu que voava na mesma altura de uma aeronave de pequeno porte atingindo o seu pára-brisa e cegando o piloto?Penso que essa cronologia mostra claramente que ‘coincidente’ a TAM está envolvida em vários acidentes aéreos no Brasil. Assim é bom que a imprensa parcial e a oposição enfurecida e irresponsável faça uma melhor reflexão sobre esse e os demais fatos que envolveram aeronaves dessa empresa, antes de qualquer conclusão precipitada.
Mais uma vez a oposição – incluindo a imprensa anti-Lula -, quer dar uma rasteira e provocar um terceiro turno para derrotar a qualquer preço esse governo eleito com mais de 58 milhões de votos, que tem respaldo popular. Com certeza o povo não entrará nessa cantilena, como não entrou nas demais. Que se encontre os culpados, e que esses tenham a punição merecida.
*Paulismar Duarte é metalúrgico
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17/12/2007 (16:59) COMENTÁRIOS (1)

Avião da TAM com Garibaldi sofre pane e retorna a Natal

Agencia Estado


Aguardado esta tarde no Congresso, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), teve que retornar a Natal depois que o avião da TAM em que viajava sofreu pane nos motores de duas turbinas por cerca de dois minutos. De acordo com informações da assessoria de imprensa da Presidência do Senado, em Brasília, o vôo já pousou novamente em Natal, e Garibaldi está em segurança.

O avião conduzia também o prefeito da cidade, Carlos Eduardo Alves, e um filho do senador José Agripino (DEM-RN), Walter Alves. A TAM não divulgou informação sobre o assunto. Assessores de Garibaldi disseram que também está com o senador sua assessora Gerlane Alves e o deputado João Maia (PR-RN). No momento da pane, informou a assessoria do Senado, o cheiro de combustível a bordo estava muito forte e chegou a haver um princípio de tumulto a bordo.

O vôo JJ 3371 saiu de Natal às 13h40 e deveria ter chegado a Brasília às 16h20. Garibaldi pegará uma carona com um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que foi buscar o ministro de Relações Institucionais, José Múcio, e fará escala na capital do Rio Grande do Norte. Com isso, Garibaldi deverá chegar a Brasília de madrugada.